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Bispo do Algarve destaca importância do Jubileu da Misericórdia para a “revitalização da fé”

Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve considera que o Jubileu da Misericórdia, proclamado pelo papa Francisco para se realizar de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016, poderá ser “extraordinário” para a “revitalização da fé”.

“Ao longo deste ano somos convidados a ver em Cristo, o rosto da misericórdia do Pai. Pretende-se que o nosso testemunho cristão seja mais forte, convicto e decidido. E se assim for, será mais eficaz porque testemunharemos não apenas com palavras, mas com as obras. E, sobretudo, o nosso testemunho brotará de atitudes de misericórdia. Se nos deixamos conduzir por esta dimensão da misericórdia e envolver por aquilo que ela significa será um ano extraordinário para nós no que diz respeito à revitalização da fé”, afirmou D. Manuel Quintas considerando que o Ano Santo será um “tempo favorável para a Igreja”.

O prelado falava na Assembleia Diocesana do passado sábado que decorreu em Quarteira, no salão da igreja de São Pedro do Mar, com a participação de cerca de 350 representantes das paróquias, dos serviços e movimentos da diocese algarvia para apresentação e lançamento do Programa Pastoral de 2015/2016,  sob o lema “Chamados à Vida: Em Cristo, a plenitude da vida (Jo 10, 10)”.

D. Manuel Quintas lembrou as atitudes que o papa recomenda e que devem ser cultivadas para a vivência da misericórdia ao longo deste ano: “recuperar o valor do silêncio” e “contemplar a misericórdia de Deus e assumi-la como estilo pessoal”. “Tudo isto leva-nos aos outros, de modo a transformar a sua vida e a procurar, sobretudo, que essa vida tenha a dignidade que não tem”, afirmou.

O bispo diocesano explicou que atravessar simbolicamente a «Porta da Misericórdia», determinada pelo papa para as igrejas jubilares, significará “assumir o compromisso de se converter, de celebrar a misericórdia”. “O Papa diz que é importante relativizar a «Porta da Misericórdia» destas igrejas jubilares, para que ninguém se sinta excluído de usufruir daquilo que significa um ano jubilar”, advertiu D. Manuel Quintas, lembrando, por exemplo, os reclusos e os doentes. “O papa diz que, cada vez, que um destes atravessar a porta da sua cela na prisão ou um dos doentes atravessar a porta do seu quarto com a intenção de atravessar a porta da misericórdia, estará a celebrar o jubileu”, esclareceu.

D. Manuel Quintas anunciou ainda que, no Algarve, há a intenção de querer “ligar o Ano da Misericórdia ao batismo”. “Numa primeira reunião que tivemos com os vigários da vara houve uma ideia muito interessante: fazer com que a porta do batistério seja a «Porta da Misericórdia»”, contou, acrescentando que a água será levada das igrejas jubilares por representantes de todas as paróquias na altura em que ali se abrir o Ano da Misericórdia. “A redescoberta do batismo será a referência purificadora do Ano da Misericórdia”, acrescentou, sustentando que “o sentido da conversão começa pela redescoberta e valorização do batismo”.

O bispo do Algarve pediu ainda que se possam encontrar espaços “mais adequados” para a celebração da reconciliação para que se possa “dignificar o espaço onde se celebra o sacramento”.

D. Manuel Quintas aludiu ainda às celebrações jubilares já divulgadas. “São diversas celebrações ao longo do ano para salientar para diferentes destinatários a dimensão jubilar”, afirmou.

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