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Bispo do Algarve quer a diocese a acolher refugiados

Foto © EPA/Dogan News Agency
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O bispo do Algarve pediu aos responsáveis pelos organismos da Pastoral Social da diocese que encontrem “caminhos de resposta” para o “acolhimento e apoio aos refugiados”.

Num email, ao qual Folha do Domingo teve acesso, enviado esta manhã aos padres e diáconos da Igreja algarvia mesmo antes de seguir para a visita “ad Limina” à Santa Sé, D. Manuel Quintas destaca a necessidade de se procurarem soluções para um “problema que a todos sensibiliza”.

O prelado lembra ao clero que a resposta da Igreja algarvia não poderá ser dada isoladamente por cada paróquia ou IPSS da diocese, mas “sempre conjugada com outras instituições”.

A Pastoral Social da diocese algarvia é composta pelo Departamento Diocesano da Pastoral Social, pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Sociocaritativa, pela Cáritas Diocesana do Algarve, pelo Secretariado Diocesano da Mobilidade Humana e pelo Sector Diocesano das Migrações e Comunidades Étnicas.

Recorde-se que o pároco da paróquia da Mexilhoeira Grande, no concelho de Portimão, foi o primeiro membro da Igreja algarvia a manifestar disponibilidade em julho passado para acolher famílias de refugiados.

Esta decisão do bispo do Algarve surge no dia em que os bispos portugueses decidiram associar-se à Plataforma de Apoio aos Refugiados que é hoje apresentada em Lisboa, conforme noticia a Agência Ecclesia.

Também a Cáritas Portuguesa anunciou que a instituição está a preparar recursos para apoiar os migrantes e refugiados que chegarem ao país, na sequência da fuga de milhares de pessoas a situações de conflito e pobreza.

Já esta semana, na sequência do anúncio do Governo de que Portugal iria acolher cerca de 1500 refugiados, a delegação da Fuseta da Cruz Vermelha Portuguesa manifestou ao Conselho Português para os Refugiados disponibilidade para usar um terreno seu naquela localidade algarvia para acolher 50 refugiados concentrados na Grécia e em Itália, localização à qual entretanto o presidente da autarquia já se opôs, tendo apresentado como alternativas dois espaços alternativos, nas freguesias de Quelfes e Pechão, que são fora da cidade “mas próximas da malha urbana”, estando ainda em estudo a hipótese de instalação do centro em Moncarapacho.

com Ecclesia e Lusa

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