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Câmara de Faro atribuiu nome do padre João Sustelo a praceta da cidade

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Câmara de Faro atribuiu no Dia do Município, 7 de setembro, o nome do falecido padre João Sustelo a uma praceta da cidade.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A placa toponímica que passou identificar a “Praceta Pe. João Sustelo”, nas traseiras da pastelaria “Trigo Dourado”, junto à igreja de São Luís, faz referência ao falecido sacerdote como “dinamizador do escutismo em Faro”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A nota biográfica apresentada na cerimónia de descerramento do topónimo, incluída nas cerimónias oficiais daquele dia de festa, lembrou que o padre João Sustelo “foi um dos fundadores no Algarve da Associação Guias de Portugal”, tendo participado também na fundação da Companhia de Guias de Loulé. “Tinha particular afeição ao escutismo, a ele se devendo a relação que ainda hoje no Algarve a Igreja mantém com o fomento dessa prática entre os jovens, especialmente em Faro”, complementou a autarquia, acrescentando que “o seu prematuro desaparecimento deixou profundas marcas de saudade no seio da Diocese algarvia”.

A apresentação da edilidade recordou ainda que o homenageado foi ordenado sacerdote juntamente com o padre Henrique Varela, “de quem foi grande amigo, tendo inclusivamente prestado constante auxílio na administração da Tipografia União, particularmente na edição da Folha do Domingo”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O presidente da Câmara lembrou que a atribuição de toponímia visa também “recordar personalidades que tiveram uma influência importante no concelho, nas comunidades”. “É isso que estamos aqui hoje a fazer, a deixar para memória futura a marca do padre Sustelo aqui nesta placa, para que quem aqui vive fique referenciado dessa forma, mas para quem passe se recorde se conheceu ou não ou, se tiver curiosidade, perceber o porquê desta placa que aqui está”, sustentou Rogério Bacalhau.

Lembrando que nem todas as placas toponímicas espalhadas pelo concelho são descerradas numa “cerimónia com algum formalismo”, o autarca explicou que a edilidade tem uma vasta lista de nomes a aguardar que haja arruamentos para lhe serem atribuídos. “Nem sempre temos ruas com a dimensão adequada à dimensão da personalidade”, sustentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve, que presidiu à bênção da placa, considerou aquela homenagem “mais do que merecida” porque o sacerdote “foi uma referência no seu tempo para a Igreja e para a diocese da altura, mas também a nível da sociedade do Algarve”. D. Manuel Quintas lembrou que o sacerdote “estava com grande dinamismo”, “sendo referência, particularmente para os jovens, numa época em que eles estavam a ter vez e voz”. “Certamente que tinha muito para dar ainda naquela idade e Faro e a Diocese do Algarve tinham muito para receber. Mas Deus tem os seus caminhos. Por isso, certamente que nos congratulamos todos com esta decisão da Câmara”, concluiu na cerimónia participada também pelos padres Luís Gonzaga e Rui Barros Guerreiro e por uma representação da Associação Guias de Portugal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A placa foi descerrada pelo presidente Rogério Bacalhau e por Francisco Sustelo dos Santos, um dos dois irmãos ainda vivos dos quatro que o padre João Sustelo teve. A eucaristia foi participada por outros familiares do falecido sacerdote e por António Ferrinho, um dos sobreviventes do acidente de viação, ocorrido na Estrada Nacional 125 no dia 5 de janeiro de 1979, perto das Ferreiras, que vitimou mortalmente o homenageado com 35 anos.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Eu vinha a trás e furei o banco de frente com o joelho”, recordou António Ferrinho ao Folha do Domingo, acrescentando ter fraturado também a anca, entre outros ferimentos que lhe deixaram sequelas “para toda a vida”.

António Ferrinho garantiu ainda que o padre João Sustelo, na viagem de ida para Armação de Pêra, onde orientou uma reunião dos Cursos de Cristandade, contou que tinha sonhado com a sua morte, assim como a sua mãe que lhe telefonou na manhã daquele dia para saber se se encontrava bem. Na viagem de regresso, deu-se o acidente com um pesado de mercadorias.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre João José Sustelo era natural de Estômbar e há cerca de dois anos, a vila de Lagoa também lhe prestou uma homenagem que culminou igualmente com uma atribuição toponímica.

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