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© Samuel Mendonça

Realizou-se ontem em Loulé, no dia assinalado pela Igreja Católica como o Dia Mundial das Missões, a Festa dos Povos Migrantes promovida pelas paróquias daquela cidade.

A iniciativa teve início com a celebração da eucaristia presidida pelo padre António de Freitas, pároco de Loulé, após a entronização na igreja matriz do cortejo com as bandeiras dos diferentes países representados.

O sacerdote destacou o facto de a fé ser fator de união. “Sinto que, eventualmente, mais crentes ou menos crentes, cristãos católicos, ortodoxos ou evangélicos, todos nos sentimos em casa e como um só povo. É por Deus ocupar o primeiro lugar e, pela sua vontade, estar presente no meio de nós que, de confissões cristãs diferentes, de línguas e culturas diferentes, fomos capazes de hoje, num abraço de fraternidade, estarmos aqui a rezar juntos e a conviver juntos”, afirmou.

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© Samuel Mendonça

O padre António de Freitas evidenciou então que Deus foi colocado acima das “coisas meramente humanas que poderiam ser fator de separação” e deixou um desafio: “sermos um único povo porque só temos um único Deus e Pai que faz de todos nós irmãos que se devem entender, amar, compreender e aceitar”. “Quando vivermos de verdade este sentir da fé, então não há nada que nos separe”, sustentou.

O sacerdote desafiou por isso a “ultrapassar preconceitos”. “Na fraternidade não entra calculismo, nem preconceito. Deus não nos ama com preconceito nem com calculismo. Oferece-se por nós, simplesmente por amor”, advertiu.

A terminar, lembrou o “gesto fantástico do abraço com a Igreja Ortodoxa”, do Papa Paulo VI, ontem beatificado, com Atenágoras em 1964 e o início das viagens para visita a países de missão. “Lembro Paulo VI porque ele foi a expressão deste abraço que deve haver entre todos os homens”, justificou. “Que este abraço que vamos dar ao longo deste dia possa ser sempre o abraço de todos os dias. Não façamos teatro. Diante das dificuldades do tempo presente procuremos sempre lembrar que somos um povo de irmãos e que assim devemos viver todos os dias da nossa vida”, concluiu.

Após a eucaristia, concelebrada também pelo padre Oleg Trushko, assistente da comunidade ucraniana greco-católica do Algarve, animada pelos cânticos típicos de cada país e que contou com um ofertório dançado, o cortejo dos participantes com as bandeiras seguiu até ao Centro Paroquial de Loulé, onde decorreu o almoço partilhado e o convívio durante a tarde.

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