Depois da tomada de posse canónica de D. Vitorino Soares, D. Manuel Quintas passará a ser bispo emérito da diocese algarvia
Após a entrada do novo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas regressará à sua Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) e já lhe foi indicada a comunidade para onde seguirá.
O administrador apostólico da diocese algarvia irá para a Casa do Noviciado em Esgueira, Aveiro, na qual fez o seu noviciado no ano de 1968/1969, seguido da primeira profissão a 29 de setembro de 1969, e onde foi mestre de noviços de 1991 a 1994.
Depois da tomada de posse canónica de D. Vitorino Soares como bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, seu antecessor, passará a ser bispo emérito da diocese algarvia, juntamente com D. Manuel Madureira Dias (bispo do Algarve entre 1988 e 2004).
Em setembro de 2024, o D. Manuel Quintas apresentou a resignação ao Papa, após completar 75 anos de idade como determina o Direito Canónico.
D. Manuel Neto Quintas foi o 33º bispo do Algarve desde a passagem da sede da diocese algarvia de Silves para Faro em 1577, igualando o número de prelados diocesanos que viveu naquela cidade.
| D. Manuel Quintas nasceu em Mazouco, concelho de Freixo de Espada à Cinta, Diocese de Bragança, em 27 de agosto de 1949, filho de Francisco Alberto Quintas e Julieta Neto e o mais novo de seis irmãos. Frequentou o Seminário Padre Dehon no Porto, da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), entre 1960 e 1964, completando os estudos liceais no Instituto Missionário de Coimbra, entre 1964 e 1968. No ano de 1968/1969 fez o noviciado na Casa do Sagrado Coração de Jesus, em Aveiro, tendo emitido a profissão religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus a 29 de setembro de 1969. Frequentou os dois primeiros anos do curso de Filosofia e de Teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) de Lisboa, entre 1969 e 1971, fazendo parte do primeiro grupo de estudantes da Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus que formaram a comunidade do Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide. Entre 1971 e 1973 fez o estágio de vida religiosa nas missões da congregação, em Moçambique, a localidade de Milevane, Nauela, na alta Zambézia entre Alto Molocué e Gurúè, pertencente à então única Diocese de Quelimane, território hoje dividido com a Diocese de Gurúè. Ali trabalhou na formação dos seminaristas no Seminário de Milevane (Seminário Menor) e também noutras atividades ligadas à ação missionária. Regressado a Portugal reinseriu-se na comunidade do Seminário de Nossa Senhora de Fátima em Alfragide, prosseguindo os estudos teológicos no ISET e na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, onde obteve o grau de bacharelato de Teologia. Foi ordenado presbítero a 12 de junho de 1977 em Coimbra, pelo bispo da Diocese D. João Alves, na abertura, em Portugal, da celebração do primeiro centenário da sua congregação. Entre 1977 e 1980 frequentou e concluiu a licenciatura em Teologia na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, exercendo no ano letivo de 1977/1978 contemporaneamente as funções de formador no Seminário de Nossa Senhora de Fátima de Alfragide e prestando a sua colaboração pastoral em Queijas, lugar ainda dependente da paróquia de Carnaxide. Entre 1978 e 1980 esteve integrado na comunidade da Casa Provincial. Entre 1980 e 1989 exerceu as funções de vice-reitor do Instituto Missionário do Sagrado Coração, em Coimbra (Seminário Médio), como professor, educador e mestre de postulantes. Entre 1989 e 1991 frequentou em Roma, no Instituto Claretianum, o curso completo de Teologia da Vida Religiosa e algumas cadeiras de espiritualidade no Instituto Teresianum, tendo sido membro da comunidade do Colégio Internacional dos Sacerdotes do Coração de Jesus. Foi mestre de noviços na Casa do Sagrado Coração de Jesus, em Aveiro, entre 1991 e 1994. Participou no governo provincial, como vice-provincial entre 1982 e 1988; como conselheiro provincial entre 1991 e 1994; como superior provincial desde 1994 até 30 de junho de 2000, dia em que o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar do Algarve, terminando o seu segundo triénio de exercício neste cargo. Enquanto superior provincial fez parte da direção da Confederação Nacional dos Institutos Religiosos (CNIR) como vogal entre 1995 e 1997; como vice-presidente entre 1997 e 1999. Na década de 1990, já como superior provincial da sua congregação e até ter sido nomeado bispo auxiliar do Algarve, teve oportunidade de visitar Madagáscar, durante seis anos, embora por períodos anuais de apenas um mês, acompanhando o trabalho missionário dos dehonianos portugueses, então dependentes juridicamente da Província Portuguesa. Depois da ordenação episcopal foi bispo auxiliar e vigário-geral da diocese algarvia até 22 de abril de 2004, data em que foi nomeado bispo do Algarve. Tomou posse a 27 de junho de 2004, sendo, o 33º bispo do Algarve desde a transferência da sede episcopal no século XVI da cidade de Silves para Faro. D. Manuel Quintas desempenhou funções na CEP, entre 2003 e 2008, como presidente da então Comissão Episcopal das Missões. De maio de 2011 a abril de 2014, foi vogal do Conselho Permanente da CEP e, de novembro de 2011 a 2017, delegado para as Relações Bispos/Vida Consagrada. O bispo do Algarve foi depois escolhido pela CEP como vogal da Comissão da Pastoral Social e da Mobilidade Humana para o triénio 2017/2020. No dia 03 de setembro de 2025, D. Manuel Quintas celebrou 25 anos de ordenação episcopal. |










