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Misericórdia de Faro vai abrir residência universitária feminina

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Santa Casa da Misericórdia de Faro firmou ontem um acordo de parceria com a Universidade do Algarve (UAlg) para a criação de uma residência universitária feminina com capacidade para acolher 16 estudantes já no próximo ano letivo.

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Nas antigas instalações de um dos seus lares de idosos, – que funcionou no rés do chão de um prédio na urbanização do Montinho, na zona do Alto Rodes, e que mais recentemente serviu para acolher refugiados após os idosos serem transferidos para o novo lar da instituição –, a residência irá agora receber as universitárias que não conseguirem vaga nos alojamentos da UAlg.

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“As estudantes que não conseguirem vaga nos nossos alojamentos iremos encaminhá-las para a Santa Casa da Misericórdia”, garantiu o reitor Paulo Águas na cerimónia de assinatura do protocolo, reconhecendo que a academia, através da ação social, tem uma oferta “insuficiente” de “aproximadamente 550 camas”. Aquele responsável acrescentou que os 1.500 estudantes bolseiros dos cerca de 8.000 da universidade já ocupam cerca de 60 a 65% dessas camas e as restantes são destinadas aos demais alunos que procuram essa oferta porque a instituição conta com cerca de 5.000 universitários deslocados.

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“Temos uma maior pressão sobre o alojamento e isso acentuou-se em particular nos últimos três ou quatro anos porque uma maior percentagem de estudantes que está na nossa instituição são deslocados”, prosseguiu o reitor, dando como exemplo o “aumento muito significativo de estudantes internacionais, maioritariamente do Brasil, mas não só”.

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Paulo Águas considerou que a oferta daquele tipo de alojamento a estudantes “tem efeito moderador sobre os preços que são praticados no mercado” e que nos últimos anos, “por um lado por razões positivas”, disse terem “aumentado significativamente”. “Um dos fatores de competitividade da Universidade do Algarve é termos bom alojamento e suficiente, a preços competitivos, porque isso também influencia a decisão de escolha dos estudantes”, acrescentou, explicando que os estudantes bolseiros pagaram este ano nas residências da universidade 76 euros por cama e os não bolseiros 120 euros em quarto duplo e 170 em individual.

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Aquele responsável acrescentou ainda que a UAlg apoiou a Misericórdia na reformulação do edifício e na elaboração do regulamento para a nova residência, mas deixou claro que as estudantes irão depois relacionar-se com aquela instituição. “A Santa Casa da Misericórdia está no mercado e as estudantes decidirão se esta oferta é melhor que outra que está no mercado, não comparando com a oferta da Universidade do Algarve porque essa está esgotada”, disse em declarações aos jornalistas.

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Aos jornalistas, o provedor da Misericórdia lembrou que a colaboração da instituição com a UAlg já acontece “há décadas” na “área da educação, da enfermagem e em outras áreas”. Na cerimónia de assinatura do protocolo, José Candeias Neto realçou que a ação de solidariedade social exercida pela SCMF “não se encerra apenas no setor social”. “Esta nova resposta social trará para a Santa Casa novos cenários de cuidados destinados aos cidadãos, em particular aos mais vulneráveis”, assegurou, acrescentando que para a instituição “as pessoas não são somente um número”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O provedor explicou que a nova residência universitária é constituída por “oito quartos duplos, cozinha, uma pequena lavandaria, uma sala de convívio, balneários e internet” e que “a Santa Casa disponibilizará uma funcionária a tempo parcial que se justifique para a limpeza de espaços comuns”. Candeias Neto acrescentou que a Misericórdia “suportou as obras de adaptação e reparação” daquele espaço no valor de 38.000 euros, comparticipadas pela Câmara de Faro em 6.000.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O presidente da Câmara de Faro, também presente na cerimónia, considerou que “com esta nova oferta, que é também na área da educação”, a Misericórdia “vai contribuir para que o ato educativo que a universidade desenvolve tenha melhores condições”. “O facto de termos aqui 16 camas disponíveis que não existiam vem contribuir para o aumento do alojamento, mas há também uma outra componente importantíssima que é a social”, acrescentou Rogério Bacalhau aos jornalistas.

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A cerimónia contou ainda com a bênção da residência feita pelo padre Rui Barros Guerreiro, capelão da SCMF. “Antes de ser a bênção deste espaço é a bênção daqueles que aqui vão residir. O que se vai pedir é que nos seus corações haja sempre esta disponibilidade para avançar na ciência, mas que tudo aquilo que eles possam produzir enquanto conhecimento seja em favor da comunidade humana. A ciência e o conhecimento que se recebe não é para usufruto pessoal, mas sempre para pôr ao serviço da comunidade humana e assim também evoluirmos para uma sociedade melhor, mais justa e com melhores condições”, afirmou o sacerdote.

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