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Paróquias do Parchal e Lagoa e vicariato da Mexilhoeira da Carregação têm novo pároco

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As paróquias do Parchal e de Lagoa e o vicariato da Mexilhoeira da Carregação têm novo pároco, nomeado pelo bispo do Algarve no mês de julho.

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Foto © Inácio Gravanita

O padre Nuno Coelho, de 42 anos, assumiu no dia 11 de agosto o novo serviço pastoral na paróquia do Parchal e no vicariato da Mexilhoeira da Carregação e no último domingo na paróquia de Lagoa, de onde é natural.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote, que terá associado a si o diácono João Pontes dos Santos, substituiu na paróquia do Parchal e no vicariato da Mexilhoeira da Carregação o falecido padre Domingos Fernandes e na paróquia de Lagoa o padre José Nunes que era pároco daquela comunidade desde 1991.

Em Lagoa, o bispo do Algarve, que presidiu à eucaristia de início do serviço do novo pároco, começou por destacar aquela ocorrência num dia “particularmente significativo e expressivo” para os paroquianos por se celebrar a Festa de Nossa Senhora da Luz, padroeira de Lagoa, e o Dia do Município.

D. Manuel Quintas convidou os paroquianos, “num gesto de gratidão e reconhecimento”, a “dar graças ao Senhor pelos 28 anos” em que o padre José Nunes esteve à frente da paróquia. “Ele fez parte da vossa vida, da vossa família e, certamente, há de continuar a fazer”, afirmou, acrescentando que “deixar de ter responsabilidade paroquial não significa desligar-se” ou “cortar totalmente estes laços humanos, espirituais, fraternos que foram construídos ao longo destas quase três décadas de serviço” naquela paróquia.

Considerando que “só o tempo já falaria por si”, o bispo diocesano lembrou a “entrega, presença, simplicidade” e o “modo como acolhia” o padre José Nunes, realçando o “testemunho cristão pelo seu serviço e ministério” e o “bem que realizou em tanta gente”, numa “doação plena e total, mais do que as forças e a saúde lhe permitiam também”.

D. Manuel Quintas lembrou que o padre Nuno Coelho, “um filho da terra”, dali saiu “como funcionário da Câmara, onde trabalhou oito anos”. “Agora regressa para ser vosso pároco, serviço que eu lhe pedi”, completou, acrescentando que a primeira “missão de um padre numa paróquia” é “ser sinal e presença de Deus”.

O bispo do Algarve explicou o rito que teve lugar no início da eucaristia. “Chamamos-lhe, impropriamente, tomada de posse porque ele não vai tomar posse de nada. Antes, vocês é que vão tomar posse dele. Não se trata de tomar posse, mas antes de iniciar um ministério ou um serviço. Tomar posse sendo possuído, ficando à vossa disposição, disponibilidade e serviço, em nome da diocese e da Igreja”, afirmou na eucaristia em que também administrou o sacramento do crisma a cinco jovens.

D. Manuel Quintas disse ainda que a mudança de pároco deve significar também uma “consciência renovada” da “colaboração” e da “participação corresponsável na vida da Igreja”. Neste sentido, explicou que os leigos, a partir do batismo, são corresponsáveis na paróquia com o pároco. “A Igreja somos todos e devemos todos sentir-nos corresponsáveis, embora tendo serviços e ministérios diferentes. Todos os nossos párocos precisam do apoio, contributo e colaboração. Não é um favor que vamos fazer ao padre e ao bispo. Isso faz parte da nossa missão e da nossa vocação, como cristãos e como batizados, colaborar, cada um a seu modo, segundo as qualidades e os dons do espírito”, complementou.

O novo pároco começou por agradecer ao bispo a “compreensão, amizade e confiança” ao nomeá-lo para aquela paróquia “como seu colaborador”.

O padre Nuno Coelho reconheceu também que “não é fácil substituir alguém que dedicou 28 anos da sua vida” àquela paróquia, como o seu antecessor. O sacerdote disse que o padre José Nunes foi “um pai” e um “grande pilar” para si. “Ensinou-me muito daquilo que sou como padre”, acrescentou ainda.

Por outro lado, o novo pároco considerou que o “maior desafio será por ser filho da terra”. “Dizem que filhos da terra não fazem milagres. Nem pretendo, pois o maior milagre fez Deus quando me concedeu a graça de ser sacerdote. É Ele que faz os milagres. A nós cabe-nos trabalhar para que milagres aconteçam na nossa paróquia”, acrescentou, garantindo abraçar aquele desafio “com simplicidade e humildade”, tentando dar o seu melhor. “Tentarei não defraudar ninguém, nem deixar de acolher ou atender aqueles que de mim se abeirarem. Quero convosco continuar a obra começada, para que juntos nos possamos configurar, cada vez mais, com Cristo Jesus”.

Garantindo que as crianças, adolescentes e jovens serão “a prioridade”, disponibilizou-se para, com todos, “ir ao encontro daqueles que estão mais longe, que ainda não conhecem ou, pelos mais diversos motivos, se afastaram da Igreja e, consequentemente, de Deus”. “Quero que sejamos uma comunidade missionária junto dos mais novos, valorizando a beleza da vocação; que sejamos uma comunidade missionária junto das famílias, todas as famílias, não olhando às situações mas às pessoas, a fim de as ajudar a se encontrarem e reencontrarem com Aquele que sempre nos procura”, acrescentou.

“Não sou perfeito, erro como qualquer um. Por isso, vos peço que sempre que for necessário e para isso houver razão, me corrijam fraternalmente e pessoalmente. Ajudai-me a ser o pastor que vós precisais, um pastor segundo o coração de Deus. Rezai por mim, para que em mim se faça sempre a vontade do Pai”, pediu.

A tomada de posse do novo prior decorreu no início da eucaristia com a leitura da provisão de nomeação, a profissão de fé do pároco com o juramento de fidelidade ao colégio presbiteral, ao bispo, ao papa e a toda a Igreja, a renovação das promessas sacerdotais, a entrega simbólica das chaves do sacrário e a leitura e assinatura do auto de posse (ata).

Depois da eucaristia seguiu-se a procissão em honra de Nossa Senhora da Luz, presidida pelo bispo do Algarve, pelas principais ruas da vila.

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