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Polícia britânica deixa de investigar terrenos mas continua diligências no caso Maddie

© EPA/Filipe Farinha
© EPA/Filipe Farinha

Após uma interrupção na segunda-feira e na terça-feira, no oitavo dia de buscas, as equipas de investigação do desaparecimento de Madeleine McCann inspecionaram mais dois terrenos, localizados à entrada da Praia da Luz.

Num comunicado divulgado ontem à tarde, a Polícia Metropolitana britânica indica que chegou ao fim a operação de buscas, admitindo que, “a esta altura, não foi encontrada nenhuma pista relativa a Madeleine McCann”.

Acrescenta, porém, que a operação “deu informação essencial sobre a atividade realizada e [sobre] as pessoas que usaram aquele trecho de terreno”.

Assim, mais diligências serão realizadas “nas próximas semanas e meses”, adiantou ontem a polícia britânica que investiga o caso, após admitir que as buscas foram infrutíferas.

Os trabalhos, em conjunto com a Polícia Judiciária e Guarda Nacional Repúblicana, que incluíram escavações, começaram no dia 2, no miradouro da Praia da Luz.

Ao todo, foi investigada uma área de cerca de 60 mil metros quadrados, incluindo condutas de eletricidade e gás, esgotos e edifícios em ruínas, com o auxílio de cães pisteiros e georradares.

A polícia britânica adiantou terem sido “analisadas integralmente” 41 “anomalias no solo”, identificadas por via aérea e terrestre, três das quais fora da área prevista inicialmente.

“A decisão de fazer buscas no terreno baldio em forma de ‘ferradura de cavalo’, a oeste da Praia da Luz, e outros locais foi um resultado específico da investigação feita até agora pelo Reino Unido”, precisa o comunicado.

Referiu também que a equipa de agentes britânicos de investigação forense, destacados para o local, “estavam lá para proporcionar a máxima garantia de que esta área foi pesquisada seguindo os mais elevados padrões possíveis”.

Terminada esta fase da investigação decidida em conjunto com as autoridades portuguesas, na sequência de quatro cartas rogatórias submetidas até agora, a Scotland Yard espera começar nova atividade em breve.

De acordo com a fonte ouvida pela Lusa, os polícias britânicos irão regressar a Portugal, em data ainda não marcada, para ouvir mais oito pessoas que, admitem, possam ajudar a esclarecer o caso.

A polícia britânica pretende assegurar que todas as linhas de investigação “progridem de uma forma sistemática”, pelo que quis testar a hipótese de que a criança teria sido morta e enterrada no local.

“Há ainda uma quantidade substancial de trabalho a ser concluído nas próximas semanas e meses, o que, novamente, deve ser visto como nada mais do que atividade operacional normal, num caso desta dimensão e complexidade”.

A polícia britânica revelou que estão a ser preparados novos pedidos de diligências para serem submetidos, “na altura devida”.

A “Operação Grange”, nome da investigação britânica ao desaparecimento da criança britânica, começou em 2011, como uma revisão da informação disponível.

No ano seguinte, foi anunciada a abertura de um inquérito formal e o desejo de inquirir várias “pessoas de interesse”, tendo sido enviadas cartas rogatórias a 30 países, incluindo Portugal.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 03 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz.

com Lusa

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