Reportagem de António Rodrigues (Mais Algarve) e Samuel Mendonça (Folha do Domingo)

O bispo do Algarve considerou que o dia da visita do novo núncio apostólico em Portugal à diocese, que agradeceu, foi “um grande dia de comunhão eclesial” na pessoa do próprio e “com o Papa Leão XIV”.
D. Andrés Carrascosa Coso teve ontem em Faro três encontros com o clero, com os religiosos e com os leigos, tendo-lhes explicado como é que decorre o processo de nomeação de um bispo.

Recorde-se que a Diocese do Algarve espera a nomeação do sucessor de D. Manuel Quintas, que apresentou em agosto de 2024 a renúncia ao Papa, conforme estabelece o Direito Canónico, após ter completado os 75 anos de idade.
O bispo diocesano referiu que os algarvios ficaram “mais sensibilizados” para viverem “com fé, serenidade e muita confiança este tempo”, que disse ser “de graça e de dom”, em que se irão unir na “oração pelo novo bispo”.

“Estamos a viver um tempo que é um tempo normal e habitual com muita serenidade, mas também com muito espírito de fé e, sobretudo, com o espírito de oração. Que o Senhor nos envie aquele bispo que o Algarve precisa e que nos dê as condições necessárias para acolhermos bem o bispo que virá. Queremos acolhê-lo com alegria, com espírito filial, de colaboração e sinodalidade. Esse espírito queremos cultivá-lo ainda mais para que nos ajude a acolher aquele que virá para que ele se sinta bem e faça parte da nossa família e que encontre em cada um de nós a colaboração, a participação, a disponibilidade, a disposição para o ajudar naquela que é a será missão como bispo da nossa Igreja diocesana”, afirmou.
D. Manuel Quintas disse ainda ser um tempo de “confiança”, “conscientes de que é o Espírito Santo que conduz que a Igreja”.
Em entrevista à Agência Ecclesia, D. Manuel Quintas considerou a vinda do representante diplomático do Vaticano à diocese como uma oportunidade de âmbito sinodal. “Reflete também este espírito sinodal de que devemos envolver-nos na vida da Igreja como acontece na sucessão de um bispo diocesano, respeitando e aderindo às orientações que existem nesse sentido, compreendendo-as melhor”, referiu.

O bispo diocesano disse ao núncio apostólico que o clero da diocese”serve generosamente esta Igreja no anúncio do Evangelho e no cuidado pastoral” das comunidades. “Num território amplo e marcado por muitas realidades pastorais diversas, os nossos sacerdotes diocesanos e religiosos procuram com dedicação e espírito de serviço acompanhar o povo de Deus e sustentar a vida pastoral e sacramental das nossas comunidades paroquiais”, acrescentou.
O responsável católico realçou o “testemunho de doação total vivido na oração, na vida fraterna, nas múltiplas formas de serviço pastoral e caritativo” dos consagrados que “continua a enriquecer profundamente a vida” da Igreja diocesana. “São uma presença muito enriquecedora na nossa Igreja diocesana pelo seu testemunho, por aquilo que são, pelo seu estilo de vida, pela referência que são de consagração a Cristo. Manifesto muito apreço ao seu serviço sempre com muita dedicação, boa disposição, alegria”, sustentou, acrescentando que “também aqui no Algarve a presença da vida religiosa feminina sofre a dificuldade de ter novos membros mais jovens e de manterem o serviço que aqui prestaram ao longo de décadas”.
O bispo diocesano referiu que os leigos “colaboram generosamente na missão da diocese e pretendem crescer no vivo sentido de pertença eclesial”. “Em tantas comunidades, movimentos, serviços pastorais, iniciativas de evangelização e solidariedade, os leigos oferecem o seu tempo, os seus dons e a sua dedicação ao serviço da Igreja e da sociedade”, declarou, considerando que a sua presença no encontro de ontem “revela maturidade eclesial e de pertença à Igreja”.
com Agência Ecclesia
Núncio apostólico veio ao Algarve explicar como é que decorre o processo de nomeação de um bispo










