Bispo do Algarve: “O Ano Santo conclui-se mas a misericórdia de Deus continua”

Samuel Mendonça
14 de Novembro de 2016

Igreja

14 de Novembro de 2016

Foto © Samuel Mendonça

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O bispo do Algarve alertou ontem à noite, na eucaristia de encerramento, na diocese algarvia, do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, proclamado pelo papa Francisco para se realizar de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016, que a iniciativa se conclui “mas a misericórdia de Deus continua”.

D. Manuel Quintas explicou, na celebração a que presidiu na Sé de Faro com vários sacerdotes do Algarve, que “a misericórdia de Deus não se encerra nunca”. “A porta deste coração, donde brota esta fonte de misericórdia, fica sempre escancarada”, completou, acrescentando que o lema deste ano - «Sede misericordiosos como o Pai é misericordioso» - “tem de continuar” a ser o dos cristãos. “Temos que aprender, constantemente, a ser misericordiosos como Ele é misericordioso. E sabemos que isto é um critério que nos identifica e que torna mais credível o nosso testemunho”, completou.

Foto © Samuel Mendonça

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“E por isso, recorda-nos também o papa, onde estiver a Igreja, cada batizado, tem de estar presente a misericórdia do Pai. Onde houver um discípulo de Cristo tem de estar aí também presente, de maneira viva e atuante a misericórdia do Pai e continua a misericórdia de Deus a distribuir-se abundantemente por todos”, prosseguiu.

O prelado desafiou mesmo a “olhar para trás” e “fazer uma espécie de exame de consciência”. “Como é que foi este tempo para nós? Como é que celebrámos a misericórdia? De que modo é que este Ano da Misericórdia nos ajudou a ser melhores discípulos de Jesus, nos ajudou a ser membros desta Igreja que é nossa, a partir das nossas comunidades paroquiais, de maneira mais consciente, corresponsável e participativa?”, interrogou, desafiando à continuação crescente identificação com Jesus. “É possível estarmos contentes pelo caminho percorrido, mas que, olhando para o nosso percurso e para o estado da nossa conversão, ainda verifiquemos que nos falta muito caminhar. Esta conversão pessoal, comunitária, eclesial tem que continuar para que o nosso testemunho seja mais forte, convincente e eficaz, para que este regresso ao essencial seja permanente e constante em cada dia da nossa vida, para que esta Igreja que nós constituímos seja verdadeiramente «uma casa para muitos e uma mãe para todos»”, afirmou, citando o papa Francisco.

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D. Manuel Quintas considerou o Jubileu da Misericórdia como uma “feliz iniciativa do papa Francisco”. “Quanta riqueza tivemos oportunidade de beneficiar, abrindo-nos, celebrando e partilhando a misericórdia de Deus”, destacou, considerando aquela celebração como um “hino de louvor e ação de graças” por tudo o que foi dado “viver, celebrar e usufruir, pessoalmente, individualmente, mas também comunitariamente e eclesialmente, ao longo deste Ano Jubilar”.

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A terminar, o bispo do Algarve referiu-se ao Cântico do Magnificat cantado no final da eucaristia. “Quer exprimir este grito pessoal, mas também de toda a Igreja, particularmente da nossa Igreja diocesana, no louvor ao Senhor pelo dom deste Ano Jubilar”, explicou.

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No Algarve, o Jubileu da Misericórdia teve início a 8 de dezembro de 2015, tendo sido realizadas na diocese diversos jubileus e ações no âmbito daquela iniciativa. O encerramento deste Ano Santo da Misericórdia no Algarve ocorreu uma semana antes do término no Vaticano, a 20 de novembro, dia em que o papa irá procederá ao fecho da «Porta Santa» da basílica de São Pedro.

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