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Há escuteiros algarvios do Corpo Nacional de Escutas (CNE) que têm estado no terreno a apoiar aqueles que estão a trabalhar na linha da frente do combate à pandemia de Covid-19.

Exemplo dessa colaboração tem sido o trabalho levado a cabo há 28 dias por efetivos do Agrupamento 159 de Portimão. Os escuteiros têm estado, em articulação com a Câmara Municipal e com o Serviço Municipal de Proteção Civil, a distribuir refeições quentes em pontos ou a pessoas indicadas pelo Serviço Municipal de Ação Social, na sua maioria profissionais de saúde que se encontram em isolamento social ou profilático e também a pessoas em quarentena.

O grupo de 24 escuteiros, composto por 12 dirigentes e 12 Caminheiros (escuteiros dos 18 aos 22 anos, pertencentes à IV secção do CNE), distribui diariamente, em média, 24 refeições (almoço, lanche e jantar). As 12 equipas estão escalonadas sobretudo para a distribuição alimentar, mas também realizam outros serviços.

Foto © João Figueiras

Por outro lado, o Agrupamento escutista tem ainda disponibilizado meios logísticos ao Serviço Municipal de Proteção Civil, nomeadamente as duas carrinhas de que dispõe.

O chefe do Agrupamento explicou ao Folha do Domingo que este trabalho de parceria com a autarquia e a Proteção Civil decorre de um protocolo de cooperação que tem vindo a ser renovado ao longo dos últimos cinco anos. Segundo João Lagartinho, o acordo celebrado ao nível da logística e da alimentação prevê a colaboração do Agrupamento por períodos em que a mesma seja necessária. Aos escuteiros cabe ajudar a garantir a aprovisionamento de 400 refeições por hora e a sua distribuição em kits individuais com cinco refeições completas, mas também a colaborar na sua confeção.

Para que tal seja possível, asseguram a montagem e equipamento de uma cozinha de campanha, em tenda própria ou a da Proteção Civil, autossuficiente em energia e água. Neste regime de trabalho, conseguiram, por exemplo, aprovisionar quase 32.000 refeições durante o incêndio de Monchique, em agosto de 2018, que chegou a alastrar ao concelho de Portimão.

Em contrapartida, o Agrupamento recebe uma verba que garante o stock mínimo [3.000] de kits de refeição, a manutenção e a aquisição de novos equipamentos e as despesas de manutenção das carrinhas.

Também o Agrupamento 100 de Tavira do CNE tem estado no terreno desde o dia 24 de março, em parceria com a Junta de Freguesia que solicitou a colaboração, a fazer a distribuição de refeições a pessoas que pertencem ao grupo de risco e que, por isso, devem permanecer em casa.

Os beneficiários deste serviço são identificados pelo departamento de ação social da Câmara Municipal e encaminhados para a Junta de Freguesia. “Recolhemos as refeições na Cruz Vermelha e depois fazemos a distribuição casa a casa”, explicou ao Folha do Domingo o chefe do Agrupamento, Luís Santos, acrescentando que a entrega de cerca de 8 refeições diárias é realizada por dois dirigentes em transporte do próprio Agrupamento.

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