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A irmã Arminda Faustino, responsável do Setor da Catequese da Infância e Adolescência da Diocese do Algarve e a nova coordenadora do Departamento Nacional de Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), disse que os catequistas têm “necessidade” de caminhar juntos, porque os desafios depois da pandemia são diferentes.

“Estamos numa grande viragem, os seres humanos, por natureza, não somos estáticos, não somos estátuas, a vida é dinâmica, e também na Igreja precisamos de ir aperfeiçoando-nos e desenvolvendo mais a nossa formação e acompanhando aqueles a quem o Senhor hoje nos confia, quem nos envia, dai esta importância destas jornadas e deste tema”, referiu, em declarações à Agência Ecclesia.

A responsável, que iniciou funções no SNEC neste ano pastoral 2021/2022, assinalou que a pandemia de Covid-19 veio desafiar a catequese, trouxe “algumas dificuldades, que são também oportunidades” para darem esse salto e precisam de pensar juntos e sonhar juntos para “fazer este caminho de mãos dadas”.

“Não podemos dar respostas a perguntas inexistentes, e temos que estar em comunhão uns com os outros e ver aquilo que o Senhor hoje pede para sermos instrumentos daquilo que ele precisa, para acompanharmos e irmos ao encontro de todos, não só os que vêm ter connosco, ele pede para sairmos e irmos ter com as pessoas”, desenvolveu.

Neste contexto, a irmã Arminda Faustino destacou que não se pode fazer apenas “sempre aquilo que se fez e têm de partilhar a vida, experiências, e a vida de fé para irem “descobrindo os novos caminhos” que se devem percorrer hoje.

As Jornadas Nacionais de Catequistas 2021 têm como tema ‘Sinodalidade e Catequese’ estão a realizar-se este fim de semana, no Salão do Bom Pastor do Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.

“O tema é fulcral, não podia deixar de ser e não podia ter outro tema. [Sinodalidade] se sempre existiu, e deve continuar a existir e crescer mais, não podia refletir outra coisa que não fosse a mesma em sintonia com toda a Igreja, e o Papa faz tanto este apelo e tão forte”, observou a responsável.

Segundo o SNEC, inscreveram-se 500 catequistas que vão representar todas as dioceses católicas de Portugal.

A religiosa das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, congregação dedicada ao serviço da catequese, observa que “há sempre desafios, há sempre interpelações” e, hoje, “sem dúvida” são mais desafiantes, sobretudo os que têm esta missão há mais tempo, mas “contam com os mais novos, que têm outros conhecimentos”.

“Felizmente, há mais formação e muitos aproveitam. Temos de ir acompanhando os tempos, não que nos deixemos levar pelo tempo simplesmente, mas procurando dar a resposta que é do Evangelho, para hoje. Depois da pandemia é diferent, todos temos essa consciência e mesmo o número que se inscreveu estão nesta disposição de olharmos uns para os outros e escutarmos”, destacou a irmã Arminda Faustino.

com Agência Ecclesia

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