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Foto © Paulo Rocha/Agência Ecclesia

Acabou por ser o único algarvio a acompanhar a delegação portuguesa que foi a Roma (Itália) receber os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que foram hoje entregues pelo Papa Francisco no Vaticano.

Pedro Filipe Silva, enviado da Rádio Renascença, juntamente com Inês Rocha (jornalista multimédia), disse ao Folha do Domingo ter sido “uma grande oportunidade, como jornalista, acompanhar este momento histórico para Portugal, mas também como católico”.

“De caderno, microfone e telemóvel procurei contar tudo isto. Não posso esconder a emoção que senti ao presenciar a passagem dos símbolos da JMJ. Também já fui a uma e sei o que é estar junto deles”, conta Pedro Silva, natural de Faro e oriundo da paróquia da Sé, que em 2013 foi um dos 39 algarvios a participar no encontro mundial da juventude com o Papa Francisco no Rio de Janeiro (Brasil).

O jornalista acrescenta ter sido “uma grande experiência estar a poucos metros do Papa Francisco, celebrar com ele na basílica de São Pedro”. “Marcou-me a simplicidade e o ambiente íntimo que acabou por ganhar aquela Eucaristia. Recordo a alegria e humildade dos 10 jovens que foram em Roma, com o pensamento nos seus grupos, párocos, paróquias”, testemunha.

“Agora espero por 2023 para poder contar o ponto alto da história que começou a ser escrita quando Lisboa foi escolhida para acolher a Jornada”, conclui.

O Papa Francisco referiu-se, no final da missa a que presidiu, na basílica de São Pedro àquele momento simbólico. “É um passo importante na peregrinação que nos levará a Lisboa, em 2023”, afirmou na celebração em que estiveram também presentes representantes do Panamá, que acolheu a JMJ em 2019.

“Dirijo uma saudação particular aos jovens panamenhos e portugueses, aqui representados por duas delegações que, em breve, realizarão o gesto significativo da passagem da Cruz e do Ícone de Maria ‘Salus Populi Romani’, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude”, referiu Francisco, que aplaudiu este momento simbólico.

O gesto simbólico passagem da Cruz, dos jovens do Panamá para os de Lisboa estava previsto para o último Domingo de Ramos (5 de abril), mas foi adiado por causa da pandemia.

“Queridos jovens, gritai com a vossa vida que Cristo vive e reina! Se vos calardes, gritarão as pedras”, pediu o Papa às delegações presentes.

Concelebraram com o Papa o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, e os cardeais portugueses D. José Tolentino Mendonça e D. Manuel Clemente; os bispos auxiliares de Lisboa D. Américo Aguiar e D. Joaquim Mendes, coordenadores-gerais do Comité Organizador Local da JMJ 2023; e três sacerdotes: padre Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil; os padres José Alfredo Patrício e António Estêvão Fernandes, reitor e vice-reitor do Colégio Pontifício Português, que colaboram com as atividades da JMJ 2023, em Roma.

A delegação portuguesa esteve presente em vários momentos da celebração, tanto no momento das leituras como na oração universal.

A Cruz Peregrina foi entregue a Fernando Vieira (Diocese de Braga), Guilhermino Sarmento, (Diocese de Lisboa) e João Amaral (Diocese das Forças Armadas e de Segurança).

As jovens Tatiana Severino (Diocese do Porto) e Daniela Calças (Diocese de Lisboa) receberam o Ícone de Nossa Senhora.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que tutela a área da juventude, participou nesta cerimónia, em representação do primeiro-ministro de Portugal.

Na impossibilidade de estar presente, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem pessoal ao Papa Francisco através da delegação portuguesa.

A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2003, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do Ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.

A JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

A Igreja algarvia tem marcado presença ao longo da história das JMJ. Participou na primeira em 1986 em Roma com dois autocarros com cerca de cem participantes e voltou a participar em 1989, em Santiago de Compostela, com 50 jovens. A presença algarvia repetiu-se em Paris com 150 elementos, em Roma com 400 elementos, em Colónia com 113 elementos, em Sidney com 13 elementos, em Madrid com 232 elementos, no Rio de Janeiro com 39 elementos, em Cracóvia com 104 elementos e no Panamá com 28 elementos.

com Agência Ecclesia

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