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O hino da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023 ressoou sábado à noite na igreja da Luz de Tavira cantado a plenos pulmões pelos cerca de 250 participantes do encontro ‘Algarve Rumo ao 23’ deste mês.

O ambiente de festa que naquele encontro de preparação para a Jornada Mundial de jovens católicos antecipou o que se viverá em Lisboa com o Papa Francisco resultou do compromisso assumido dos jovens algarvios de se fazerem missionários para levar outros ao encontro de Jesus.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O encontro de sábado à noite, cujo tema – ‘Jovens e Missão’ – teve como base a letra do hino da JMJ, iniciou-se após o acolhimento com uma breve oração e uma introdução à temática abordada pelo padre António de Freitas. O vigário episcopal para a pastoral da Diocese do Algarve desafiou os jovens a irem, “enviados em nome da Igreja”, em missão para o mundo das suas relações. “Precisamos de anunciar o Evangelho, falar de Jesus lá fora. E, às vezes, não é preciso dizer coisas”, afirmou, lembrando que a missão “se realiza dentro da comunidade cristã e fora dela”.

“Ofereçam-se a Deus para fazer das vossas comunidades lugares de encontro, comunhão e amizade, para juntar a Jesus outros que andam longe d’Ele”, pediu, realçando que “aceitar ir em missão é um ato de confiança em Deus” e de “amor aos outros”. “Deus quer amar os outros através de mim”, sustentou, lembrando que “aceitar ser missionário e estar ao serviço de Deus” é aceitar fazer da vida “um lugar de encontro e comunhão”, “é ir para ajudar os outros a encontrarem-se com Deus”. Neste sentido, exortou os jovens a fazerem da sua vida “uma oferta para que Jesus continue a chegar ao coração de todos, os possa amar e salvar”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote exortou os jovens a entenderem a preparação rumo a 2023 como um “caminho” em que é mais importante dar do que receber. “É dando que se recebe. E quanto mais damos, mais recebemos. Tentam nos impingir o contrário. Quanto mais nos damos, nos oferecemos e entregamos a nossa vida aos outros e a Deus, mais a nossa vida se torna plena e feliz. É cada vez mais nossa, porque só somos verdadeiramente completos quando nos oferecemos em amor uns pelos outros”, sustentou no encontro uma vez mais promovido pelo Comité Organizador Diocesano (COD) em colaboração com o Setor da Pastoral Juvenil da Diocese do Algarve.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre António de Freitas acrescentou ainda que a JMJ “não pode ser vista como um ponto de chegada, como uma meta”, mas “tem de ser um ponto de partida” para a missão. “Olhar para este 2023 como o tempo em que vamos pensando como podemos ser Igreja, como podemos ser jovens em Igreja e como podemos oferecer a nossa vida a Deus e à Igreja para que Jesus seja mais anunciado aos outros jovens. Esta é a parte importante de não pensarmos só em fazer da JMJ um evento, mas muito mais do que isso: um acontecimento do qual nos deixamos transformar e nos oferecemos a Deus para transformar a vida dos outros”, pediu.

O orador explicou que um aspeto “fundamental da missão” é “escutar o que Deus tem para dizer”. “A missão na nossa vida é descoberta escutando a Deus. Não é possível descobrirmos a nossa missão sem o encontro pessoal com Jesus, sem a oração”, alertou, acrescentando que a mesma implica também “disponibilidade para partir”. “Sem esta parte interior em que eu me desapego de mim, dos meus medos, dos meus obstáculos e das condições que, às vezes, coloco para me entregar totalmente a Deus, não é possível irmos em missão”, advertiu, desejando “que este caminho para a JMJ possa ser uma ajuda para fazerem esta partilha e esta missão interior”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O encontro de sábado, transmitido em direto na página do Facebook do COD, contou com um trabalho de reflexão individual que consistiu em completar cada uma das estrofes do hino da JMJ, após a leitura de passagens bíblicas, e a resposta a três perguntas: “Que relação há entre a leitura e o hino? Como reagem as personagens à situação? Que desafio trazem estes textos à tua vida?”. Seguiu-se depois o momento mais importante da noite com a adoração ao Santíssimo Sacramento.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No final do encontro, participado também por muitos jovens do barlavento algarvio, de Monchique, Portimão ou Silves, o delegado diocesano ao Comité Organizador Local (COL) da JMJ congratulou-se com o desafio que deixou no encontro do mês passado ter sido aceite. “Em Almancil estávamos 100, hoje estamos aqui 200. Significa que o desafio de Almancil de trazerem pelo menos mais um, resultou”, afirmou João Costa que desafiou ainda os jovens a participarem na Jornada Diocesana da Juventude, em Monchique, nos dias 19, 20 e 21 de novembro.

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