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O reitor do Seminário de Faro disse ontem à noite ser importante que todos se sintam “cuidadores das vocações”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre António de Freitas falava na missa de abertura do Lausperene Diocesano, a adoração permanente ao Santíssimo Sacramento que a Diocese do Algarve está a promover durante 15 dias, 24 horas por dia, para pedir a Deus vocações de consagração, tanto no sacerdócio, como na vida religiosa ou nos institutos seculares.

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Na Eucaristia a que presidiu na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira, o sacerdote disse ser importante cuidar das vocações que já existem, mas desafiou também ao cuidado para que surjam novas. “Não podemos pensar que rezamos e que Nosso Senhor depois faz tudo sozinho. Ele quer precisar de nós”, afirmou, lembrando que “as vocações é a missão de todos”. “Não podemos pensar que é só cuidado de alguns. É de todos os cristãos e de toda a nossa Igreja diocesana. Que este Lausperene possa também reavivar em cada um de nós a necessidade de nos sentirmos corresponsáveis pelas vocações e pelo cuidado das vocações e vocacionados na nossa diocese”, sustentou, lembrando que não basta rezar durante os próximos 15 dias. “É importante, ao longo de todo o ano, pedirmos ao Senhor que envie trabalhadores para a sua messe”, frisou.

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Aquele responsável pediu assim aos cristãos algarvios que não se esmoreçam na “súplica” a Deus por novas vocações. “É quando reconhecemos que o Senhor sempre deu, que o nosso coração se recorda que, rezando mais, Ele não deixará de nos escutar”, afirmou, considerando que “esta súplica constante tem de ser o modo de viver da Igreja”. “Suplicar constantemente ao Senhor que nos envie estes sacerdotes, homens que sejam sensíveis, compreensivos, atentos às fragilidades e necessidades do povo, que se oferecem pelo seu povo. Não basta termos apenas sacerdotes, não basta termos apenas homens sábios, homens que fazem muita coisa. Às vezes pedimos muitos sacerdotes, mas se calhar é importante pedirmos santos sacerdotes”, complementou na missa de início da cadeia de oração ininterrupta ao Santíssimo Sacramento que disse ainda servir para pedir a Deus “os dons necessários daqueles que chama para servirem os mistérios próprios do sacerdócio”.

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O reitor do Seminário da Diocese do Algarve destacou ainda o lausperene como “oportunidade” de aproximação a Deus e exortou a “olhar para o futuro, não com pessimismo, mas com esperança”, lembrando que a iniciativa, para além de “tempo de súplica”, deve ser também “tempo de gratidão”. “Gratidão para com aqueles que o Senhor já chamou, pelos padres que a nossa diocese tem, tem tido, ou teve e que já partiram. Gratidão porque o Senhor nunca deixou faltar ao seu povo os ministros necessários para nos servir a Eucaristia, a reconciliação e os demais sacramentos; para anunciar a Palavra, para nos acolher no acompanhamento espiritual, para serem, em tantos momentos, o consolo de Deus para tantos que precisam ser escutados”, desenvolveu.

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Aos jovens presentes, o padre António de Freitas deixou ainda um pedido acrescido. “Se o Senhor vos pergunta, vos desafia, não tenham medo porque o Senhor nunca nos chama para sermos infelizes. Chama-nos para encontramos a felicidade naquilo que é a essência da felicidade: darmo-nos em favor dos outros. É aí que descobrimos a alegria de viver, a essência da nossa vida”, afirmou.

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Após a Eucaristia teve início adoração com a oração imediatamente levada a cabo pelos jovens, pelos escuteiros e pelos catequistas.

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O lausperene prolonga-se até dia 6 de novembro, decorrendo no âmbito da Semana dos Seminários que se realiza a nível nacional de 31 de outubro a 7 do próximo mês sob o tema “Para estarem com Ele e para os enviar a proclamar” (Mc 3,14).

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Assegurado pelas paróquias que constituem as quatro vigararias de Loulé, Portimão, Faro e Tavira, pelas comunidades, congregações, grupos e movimentos católicos da diocese algarvia, segundo o programa divulgado pela Diocese do Algarve, o lausperene terminará com a eucaristia na igreja de Monte Gordo, pelas 21h, presidida pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas.

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