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Foi a 28 de Novembro de 1920 que em Alcantarilha nasceu o Reverendo Cónego Carlos do Nascimento Patrício, mediática figura da Igreja Algarvia e activo interventor da vida regional. Durante mais de quatro décadas, desde 1945 até ao seu falecimento, ocorrido em Faro, a 31 de Maio de 1990, foi um dedicado e empenhado director do semanário diocesano «Folha do Domingo». Na ocorrência do centenário do nascimento deste «operário de Cristo» e que foi um dos maiores amigos que o Senhor nos concedeu ao longo destes mais de 80 anos de vida recordamos a sua figura de Ministro de Deus, procurando sempre evangelizar e levar a todos a mensagem evangélica; o jornalista arguto e interventor; o professor empenhado em concretizar a máxima de «a mais nobre missão que se pode dar ao homem é a de educador; o regionalista que tantos e tão relevantes serviços prestou ao Algarve; o orador distinto e de multivalência e o homem, de convívio fácil e ecuménico, procurando semear a paz, a justiça e a compreensão entre os homens.

Nascido há 100 anos no seio de uma família cristã que deu também à Igreja um outro respeitado e estimado sacerdote, o Padre António do Nascimento Patrício e com outros irmãos que foram, ao longo das suas vidas testemunhos referenciadores da Igreja Católica, estudou nos Seminários de Faro, onde foi Prefeito e de Évora e foi ordenado presbítero por D. Marcelino Franco, o tavirense então Bispo do Algarve, em cerimónia realizada a 29 de Agosto de 1943 na Igreja Matriz de Monchique. Cantou «Missa Nova» a 12 de Setembro daquele mesmo ano na Igreja Paroquial de Alcantarilha. Foi capelão e professor no Colégio Diocesano de Santa Catarina, então sediado em Monchique. A partir de 1945 veio para Faro, cidade onde viveu até ao seu falecimento e onde desempenhou várias missões, entre as quais as de: professor no Liceu João de Deus, assistente diocesano da Acção Católica, Cáritas Diocesana, Mocidade Portuguesa, Conferências Vicentinas, Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais e dirigiu o jornal «Folha do Domingo», numa longa e desgastante missão na total entrega ao cumprimento do compromisso para que fora ungido.

Quer as exéquias que decorreram na Igreja de São Pedro, em Faro, como no funeral que se efectuou para o Cemitério de Alcantarilha, onde se encontra sepultado, foi bem expresso quanto era estimado este «Irmão» cujo centenário do nascimento ora ocorre.

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