Vinte e cinco adultos algarvios iniciaram preparação para serem admitidos na Igreja Católica

Samuel Mendonça
13 de Janeiro de 2017

Igreja

13 de Janeiro de 2017

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Foto © Samuel Mendonça

Foram cerca de 25 os adultos que no passado domingo manifestaram à Diocese do Algarve a intenção de iniciar um caminho que os leve a serem admitidos na Igreja Católica com os sacramentos da iniciação cristã: batismo, confirmação (crisma) e eucaristia.

Os adultos, que manifestaram agora a sua intenção de querer ser cristãos, oriundos das paróquias de Albufeira, Almancil, Conceição de Faro, Faro – São Pedro, Ferreiras, Monchique, Montenegro, Olhão, Portimão - matriz, Silves e Vila Real de Santo António, encontraram-se com o bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, que os admitiu ao catecumenado (preparação para a receção dos sacramentos da iniciação cristã).

Realizado pela primeira vez pela Diocese do Algarve, o Encontro Diocesano de Admissão ao Catecumenado que teve início no Seminário de São José, em Faro, incluiu o rito de admissão dos catecúmenos na Sé depois de se terem reunido com o prelado.

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Foto © Samuel Mendonça

No encontro, D. Manuel Quintas explicou-lhes que a Igreja tem um percurso próprio para a iniciação cristã dos adultos que começa com um período de pré-catecumenado, com a manifestação do primeiro desejo de ser batizado. Segue-se o tempo de catecumenado, que agora iniciaram, ligado de maneira particular à catequese, ao conhecimento da pessoa de Jesus, da Igreja e das verdades da fé cristã.

Este tempo termina com o rito de eleição dos catecúmenos e a partir desse dia, a preocupação já não é de ordem doutrinal, mas de ordem espiritual. São então convidados a uma caminhada mais intensa de ordem interior. Seguidamente à receção dos sacramentos da iniciação cristã, os neófitos (novos filhos) iniciam um período de mistagogia em que são inseridos na vida da Igreja.

Aos pré-catecúmenos, o bispo do Algarve explicou que a diocese quis realizar aquele encontro “para estimular, para apoiar, para ajudar e para impulsionar”. “Com este encontro não queremos apressar nada, nem pressionar nada. Antes pelo contrário. É para terdes contacto com o bispo da diocese e para vos dizer que toda a diocese acompanha este caminho que estais a percorrer”, assegurou, sublinhando que o percurso que agora iniciaram, em que irão “caminhar lentamente e gradualmente, com verdade”, servirá para “procurar resposta” para aquilo que os motiva e os mobilizou.

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Foto © Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas explicou-lhe assim que “para este percurso não há tempo obrigatório porque o que conta é o caminho que cada pessoa faz”, tendo em atenção também a “preparação” que cada um traz de forma a que, gradualmente, o catecúmeno vá “adequando a sua vida à pessoa de Cristo e aos valores do evangelho”. “Esta gradualidade tem que se manifestar a diferentes níveis, seja na aquisição daquilo que são os princípios que inspiram a vida de um cristão, seja na parte da liturgia, seja no anúncio do evangelho, seja na dimensão sóciocaritativa”, acrescentou.

O bispo diocesano destacou que “a paróquia tem de ser uma referência neste caminho”, destacando a “integração plena na vida das paróquias até com diversos serviços que cada um pode prestar aos mais diversos níveis e também com o testemunho de vida”. O prelado advertiu, contudo que os candidatos, também chamados de simpatizantes, poderão sempre voltar atrás na sua decisão.

“Vós constituís uma alegria muito grande, seja para mim, seja para os párocos”, afirmou, indicando que a média anual de adultos que pedem na diocese a iniciação cristã é de cerca de 40. “Ver na nossa diocese este número que anualmente se propõe, quer e pede ser batizado é sinal que os cristãos que vós conheceis vos interpelam, ajudam e apoiam. Deus serve-se de todos (e às vezes de quem nós menos pensamos) para se tornar presente na nossa vida. Isto é motivo de alegria e de ação de graças”, concluiu, assegurando-lhes que reza por eles.

Na Sé, os pré-catecúmenos, acompanhados pelos seus garantes (catequistas), foram recebidos à entrada da catedral. Depois dos ritos iniciais, constituídos pelo diálogo de indicação do nome, pela disposição pessoal e pela signação (sinal da cruz) da fronte, o bispo do Algarve convidou os candidatos a entrar na igreja, um dos momentos mais significativos, seguindo-se a celebração da palavra. Na homilia, D. Manuel Quintas ressalvou que escutar a palavra de Deus – que receberam noutro dos momentos mais significativos da celebração – “deve ocupar um lugar importante na vida de um catecúmeno” e sublinhou que encontrar Jesus é “algo que transforma para melhor” a vida. “É preciso encontrá-lo mesmo. Cristo será essa alegre e Boa Nova na nossa vida”, sustentou.

Estes catecúmenos realizarão o rito de eleição na Quaresma de 2018, no Encontro Diocesano de Eleição de Catecúmenos que a diocese algarvia já realiza há vários anos, devendo receber os sacramentos da iniciação cristã na vigília pascal desse ano.

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