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O bispo do Algarve lembrou ontem que Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, deu origem a “uma nova corrente de espiritualidade, centrada no amor, cuja fonte é o evangelho que provoca o movimento de renovação espiritual com profunda incidência na vida da Igreja e do mundo”. “Este movimento continua hoje a ser um «fogo» que contagia até mesmo fora do âmbito da Igreja”, sustentou.

Na missa, a que presidiu ontem de manhã na Sé de Faro, na qual foi evocado o centenário do nascimento de Chiara Lubich, D. Manuel Quintas disse ter sido a “sensibilidade profunda pela unidade que brota do Pai e se manifesta e constrói na pessoa de Cristo que impeliu Chiara e as suas companheiras – reunidas em 1943 após a missa em dia de Cristo Rei à volta do altar, fascinadas pela liturgia desse dia – a se entregarem totalmente a Cristo”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo diocesano lembrou que a italiana, “marcada pelo sofrimento humano presente na sua cidade de Trento reduzida escombros pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, decidiu com as companheiras acolher e seguir o evangelho como palavra viva, deixando-se elas próprias transformar pela sua força”. “Esta decisão tornou-se o rastilho que «incendiou» as suas vidas e se transformou numa poderosa revolução silenciosa, mas profundamente eficaz, capaz de tudo incendiar à sua volta como um fogo inextinguível, o fogo do amor, fogo que viria a dar origem à Obra de Maria e ao Movimento dos Focolares”, referiu na missa transmitida em direto na página de Facebook do jornal Folha do Domingo.

O bispo do Algarve disse que “a Obra de Maria pode ser comparada a uma árvore de um só tronco, ao sentido da unidade, mas com muitos ramos, ou seja, com muitas expressões”, lembrando as inúmeras que constituem o movimento. D. Manuel Quintas lembrou que Chiara “assumiu como ideal da sua vida” o “pedido de Jesus: «que todos sejam um»”, na promoção da “unidade que não significa uniformidade, mas respeito pela diversidade, pela diferença”.

D. Manuel Quintas lembrou que o Movimento dos Focolares, “aprovado pela Santa Sé, foi igualmente reconhecido pelas Igrejas Ortodoxa, Anglicana, Luterana, bem como por diversas religiões e organismos culturais internacionais”. “O desejo de unidade e comunhão, qual semente lançada no coração de cada ser humano, transforma-se num grande desejo de construção da grande família humana, aliás o grande sonho do Papa Francisco presente na recente encíclica Fratelli Tutti”.

O bispo do Algarve reconheceu que também a Diocese do Algarve “é beneficiada com a presença de todos aqueles que inspiram no seu carisma e na sua espiritualidade a sua vocação batismal e também o seu testemunho de Cristo”, com o qual “contagiam e enriquecem” Igreja algarvia.

Ontem foi ainda inaugurada no salão de atos da própria catedral de Faro uma exposição itinerante alusiva à vida e obra de Chiara Lubich sob o tema “Celebrar para encontrar Chiara Lubich” que ficará patente ao público nos próximos meses no mesmo horário das visitas à catedral. “Não deseja ser uma recordação ou uma comemoração, mas a possibilidade de encontrar Chiara Lubich e o seu carisma”, afirmou Dina Figueiredo, do Movimento dos Focolares.

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