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A iniciativa tem como objetivo a proclamação dos valores da paz, da justiça e da solidariedade e, consequentemente, a partilha generosa com os mais pobres e os excluídos da sociedade com particular premência num distrito que aparece recorrentemente com o maior número de desempregados do país.

A ação, este ano, volta a ajudar no combate à crise. Das receitas conseguidas com a venda de velas e fotofóros (respetivamente pelo valor de 1 e 2,50 euros), 65% reverterão para o Fundo Social da Diocese do Algarve para apoio aos desempregados algarvios vítimas da crise e os restantes 35% serão canalizados para um programa de ajuda alimentar para o povo da Somália.

O presidente da Caritas algarvia desafia as paróquias algarvias a tornar visível a “vontade de agir no sentido da justiça, da solidariedade e da paz, propondo gestos de boa vontade que tornem reais os objetivos desta campanha, junto da sociedade”. “Num contexto de crise social profunda em que nos encontramos mergulhados, e onde na nossa diocese se verificam os mais elevados níveis de desemprego e de menor poder de compra por parte das populações, será pretexto para um maior empenhamento de todos nesta ação”, acrescenta Carlos Oliveira.

Aquele responsável apela à “colaboração de todos”: pároco, grupos de jovens, catequistas, professores e “todos os sensibilizadores locais nos mais diversos serviços”. “Sejamos criativos e, para além da habitual manifestação de rua, assumamos outras ações, tais como peças de teatro, visitas a lares de idosos, trabalhando em consonância com escolas, instituições, e outras entidades”, pede o presidente da Caritas algarvia.

O presidente da Caritas Portuguesa já disse esperar que a campanha tenha este ano a contribuição de, pelo menos, “um milhão de portugueses”. “Se chegássemos a um milhão de pessoas já era uma boa ajuda, até ao próximo peditório nacional da Caritas, que vai ser em março”, realçou Eugénio Fonseca, em declarações aos jornalistas, durante a apresentação daquela iniciativa solidária, no Instituto São João de Deus, em Lisboa, realçando que todos os meses surgem cerca de 1400 novos pedidos de ajuda, o que equivale a uma média de 17 famílias por dia.

Sublinhando que “isto não é uma operação para vender velas” mas sim “um sinal para motivar as pessoas para a partilha de bens”, Eugénio Fonseca fez votos para que a campanha ajude a sociedade a recuperar “determinados valores” que “se perderam”, como a “justiça e a solidariedade”.

Também o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana lembra que o que interessa é que a compra das velas simbolize a adoção de uma “linguagem de esperança e de paz” por parte da sociedade. “A paz não é simplesmente a ausência da guerra e existem imensas pessoas que não têm paz interior, famílias angustiadas, preocupadas não apenas pelo amanhã mas sobretudo pelo presente”, frisou D. Jorge Ortiga.

Numa sociedade em que “fechar os olhos é o mais comum”, o arcebispo bracarense desafiou a sociedade a estar mais atenta aos problemas do próximo. “Que esta vela se gaste nas famílias e nos lares em Portugal, mas este sentido de nos interpelar para conhecermos as situações de necessidade, de carência e sobretudo de responder com ações bens concretas”, apontou.

No Algarve, este ano, as ações relacionadas com a iniciativa voltam a iniciar-se na celebração da solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria, presidida pelo bispo da diocese algarvia na Sé de Faro no dia 8 de dezembro, pelas 18h. No decurso da Eucaristia será entregue a cada paróquia aderente uma imagem do “Príncipe da Paz”.

A manifestação pública pela paz ocorre este ano no dia 17 de dezembro, em local a anunciar brevemente.

A Caritas convida ainda cada português a acender uma vela na noite de 24 de dezembro, véspera de Natal, e a colocá-la à janela da sua casa.

A página oficial da Caritas Portuguesa na rede social Facebook vai apresentar regularmente novidades sobre este projeto.

Campanha chega às novas tecnologias e a hipermercado


A campanha chega este ano às novas tecnologias, sob o mote ‘Ilumine a vida de quem mais precisa’, englobando duas novas aplicações para IPhone e IPad, uma vela digital (1,60 euros), disponível na Apple Store.

Outra das novidades da campanha natalícia deste ano prende-se com o alargamento dos pontos de venda das velas convencionais. Para além de estarem disponíveis nas Caritas diocesanas, nas paróquias e escolas espalhadas pelo país, as velas vão estar disponíveis para compra nos espaços comerciais ‘Pingo Doce’.

Nuno Gomes e a Liga de Futebol Profissional apoiam a campanha


À semelhança dos anos anteriores, a campanha da Caritas conta com o apoio de diversas figuras representativas da sociedade, como a jornalista Fátima Campos Ferreira, o apresentador Jorge Gabriel, o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, e o futebolista Nuno Gomes que dá a cara no vídeo promocional da campanha.

“É para mim um enorme orgulho poder participar e ajudar com a minha imagem na divulgação desta campanha. Espero que os portugueses possam aderir. Estamos, é certo, a viver tempos de crise mas a compra de uma vela é um gesto simbólico para mostrarmos que estamos solidários com as pessoas que precisam”, afirmou o dianteiro do Sporting de Braga na sessão de apresentação no Instituto São João de Deus, em Lisboa.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional também se associou à iniciativa e, no início dos jogos dois principais campeonatos do futebol, agendados para o dia 18 de dezembro, as equipas de arbitragem vão vestir uma camisola alusiva à campanha e, nos finais das partidas televisionadas, nas entrevistas rápidas, os jogadores também irão associar-se à campanha envergando t-shirts com o mesmo objetivo.

Redação com Ecclesia
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