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O Governo e o Turismo do Algarve estão a "trabalhar" num "plano de contingência" para responder, em termos de alojamento, caso seja necessário, aos turistas retidos devido ao cancelamento de voos, revelou hoje o secretário de Estado do Turismo.

A direção do Turismo do Algarve reuniu hoje em Faro com dezenas de responsáveis do turismo algarvio para encontrar soluções a curto e médio prazo para a crise provocada pelo cancelamento massivo de voos na Europa, devido à nuvem de cinzas vulcânicas vinda da Islândia.

O escoamento dos turistas é o principal problema que os operadores do Algarve enfrentam hoje porque não há motoristas suficientes para conduzir os autocarros e, por isso, apelam a uma maior articulação com a CP.

Nuno Aires afirmou ser fundamental "manter as condições mínimas na permanência extraordinária destas pessoas no Algarve" e pediu esforços aos operadores turísticos para fazerem uma avaliação aos seus danos financeiros de forma a calcular os prejuízos regionais.

"Precisamos de antecipar cenários em relação à operação no destino para vermos o que fazer depois. Temos de ter a noção do impacte económico a curto e médio prazo", refere o presidente do Turismo Algarvio.

O prolongamento da estada e a remarcação de reservas são as consequências mais diretas registadas até ao momento depois da interdição do espaço aéreo europeu, mas o Turismo do Algarve avança também que o mês de "maio é o mais comprometido"

Se não se registarem novas erupções, nem nuvens de cinzas, o tráfego aéreo deverá estar completamente normalizado até quinta-feira.

Uma enorme nuvem de cinzas libertadas por um vulcão na Islândia, que entrou em erupção em 14 de abril, tem estado a afetar o tráfego aéreo em quase todo o espaço europeu, tendo sido cancelados milhares de voos.

Lusa

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