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Segundo o presidente da Sociedade Cooperativa de Produtos Alimentares do Algarve (Alicoop), José António Silva, após 25 estabelecimentos terem fechado nos últimos dias, sexta feira, "cerca das 20 horas, cessaram a actividade três lojas de Lisboa e uma de Portimão", estando previsto o encerramento "ao final do dia de hoje de mais oito lojas, sete no Algarve e uma na Caparica".

O plano de redução da actividade da empresa – delineado pela administração após o fracasso das negociações dos credores em relação à viabilização do grupo de retalho algarvio – prevê que, entre segunda feira e o final de fevereiro, fechem portas mais 29 lojas.

"Trata-se de uma lista provisória. Vamos encerrando diariamente vários supermercados até dia 28, sendo que depois dessa data vão permanecer em actividade no máximo 16 lojas", explicou o presidente da Alicoop e da Confederação do Comércio Português (CCP).

Os 380 funcionários, a quem a administração do grupo já comunicou a suspensão do contrato de trabalho, "serão dispensados a partir de 01 de março".

"À medida que vamos encerrando as lojas, os funcionários vão estando empenhados em transferir produtos perecíveis para as lojas que ficam abertas", referiu.

À exceção dos 50 trabalhadores que vão permanecer ao serviço da empresa, todos os outros vão receber subsídio de desemprego (65 por cento do salário bruto), enquanto durar o impasse em relação ao plano de viabilização da empresa.

José António Silva sublinhou que "já foi acordado com o Instituto de Emprego e Formação Profissional a entrada imediata dos funcionários com contrato suspenso em formação, nas respetivas zonas de residência".

A Alicoop – que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco – encontra-se em insolvência desde agosto de 2009, devido a dívidas acumuladas de cerca de 80 milhões de euros.

O plano de viabilização, que prevê a reconversão da maior cadeia de supermercados do Algarve numa insígnia internacional, tem o aval do maior credor, o Millennium BCP, mas não da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O banco do Estado tem-se mostrado indisponível para garantir mais 1,2 milhões de euros de financiamento ao grupo.

José António Silva esclareceu que ainda não recebeu indicação sobre uma eventual mudança de posição da CGD quanto à viabilização da empresa, nem está ainda agendada a data da assembleia de credores.

No entanto, continua a afirmar-se "confiante" no futuro da cadeia de supermercados, recordando que o plano elaborado pela Deloitte prevê a "manutenção e reforço dos postos de trabalho e o pagamento integral a todos os credores".

Lusa

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