O bispo do Algarve lamentou este domingo o assassinato de D. Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane (Moçambique) e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, no passado sábado.
“Queremos rezar por Moçambique, particularmente pela Igreja diocesana de Quelimane, neste momento duro”, afirmou D. Manuel Quintas na Eucaristia do Dia Diocesano dos Missionários, na igreja matriz de São Brás de Alportel, lembrando ter vivido naquela diocese durante dois anos, enquanto realizou uma experiência missionária.
“Não se sabe porquê, mas sabe-se como: foi um tiro no coração, certeiro, de noite. Alguém invadiu o palácio episcopal e provocou este crime”, acrescentou D. Manuel Quintas, manifestando a “comunhão” com a diocese moçambicana que “perdeu o seu bispo desta maneira tão dramática”.
“Queremos também usufruir do testemunho, do martírio do sangue dele e de tantos que nos dias de hoje continuam a dar a vida porque são discípulos de Jesus e porque são cristãos. Hoje continua este mundo a ser regado como antigamente, nos primeiros séculos, com o sangue de muitos mártires, que é sempre um sangue fecundo, gerador de novos cristãos e de cristãos mais autênticos, mais firmes na sua fé, porque mais enraizados e alicerçados em Cristo, mais inseridos nas próprias comunidades, nas próprias paróquias, na diocese. É isto que nos faz e nos ajuda a crescer como verdadeiros missionários”, acrescentou D. Manuel Quintas.
O bispo do Algarve lamentou assim que seja “fácil eliminar as pessoas por motivos religiosos”. “Há muitos países na África, onde há muitos cristãos a serem assassinados só por serem cristãos, só pela fé. E queremos ter presente este testemunho missionário destes mártires dos nossos dias que devem acalentar e animar a nossa fé, a nossa esperança e o nosso entusiasmo missionário”, completou.
D. Osório Citora Afonso, de 54 anos, foi nomeado pelo Papa Leão XIV como bispo de Quelimane a 25 de julho de 2025 e tomou de posse no dia 31 de agosto do mesmo ano.










