O bispo do Algarve, D. Vitorino Soares, anunciou hoje, 19 de outubro, as primeiras nomeações para o exercício do seu ministério episcopal na Diocese do Algarve, um mês após o seu início. As decisões abrangem a composição do Conselho Episcopal, a chefia do Gabinete Episcopal e a função de arquivista diocesano.

Para o Conselho Episcopal, D. Vitorino Soares nomeou o cónego Carlos César Chantre, vigário-geral; o padre António de Freitas, vigário episcopal para a Pastoral; o cónego Mário de Sousa, vigário episcopal para a Região Pastoral Barlavento; o padre Pedro Manuel, vigário episcopal para a Região Pastoral Centro; o padre António Farias, da Congregação do Espírito Santo (CSSp), vigário episcopal para a Região Pastoral Sotavento; e o cónego Rui Barros Guerreiro, chanceler da Cúria.

O cónego Rui Guerreiro foi também nomeado chefe do Gabinete Episcopal, enquanto o padre Bruno Valente assumirá as funções de arquivista do Arquivo Diocesano.
Em nota episcopal hoje divulgada, o bispo diocesano explica que as nomeações resultam de um “caminho de auscultação, de paragem, de discernimento, mas sobretudo de oração”.

Relativamente ao Conselho Episcopal, D. Vitorino Soares decidiu alargar a sua composição aos três vigários episcopais das três regiões pastorais da diocese e ao chanceler da Cúria, ao abrigo do cânone 473 do Código de Direito Canónico.

“Assim, poderemos articular os diferentes setores, serviços e estruturas diocesanas, assegurando que todos trabalham de forma coerente com as orientações do bispo e com as necessidades das comunidades. Além disso, esta estrutura de aconselhamento e apoio ao bispo, poderá analisar questões relevantes para a vida da nossa diocese do Algarve, apresentar propostas e ajudar a discernir as decisões pastorais administrativas, no âmbito das competências de cada membro”, explica D. Vitorino Soares.

A nomeação de um chefe de Gabinete Episcopal, enquadrada no cânone 470 do Código de Direito Canónico, visa assegurar o apoio direto ao bispo diocesano, a coordenação da sua agenda, a articulação institucional da Diocese do Algarve e a ligação entre o prelado e os diferentes serviços da Cúria Diocesana.
Por sua vez, o arquivista diocesano ficará responsável pela gestão, conservação, organização, valorização e divulgação do património documental da Diocese do Algarve, de acordo com o cânone 486 do Código de Direito Canónico.

D. Vitorino Soares enquadrou estas três nomeações em quatro atitudes que considera fundamentais para o exercício do seu ministério episcopal: «Servir, em vez de dominar», «Escutar, em vez de impor», «Cuidar, em vez de apenas administrar» e «Caminhar juntos, em vez de agir isoladamente».

O bispo do Algarve agradece ainda a disponibilidade e a colaboração dos nomeados, bem como “o sentido de sacerdócio colocado ao serviço desta missão”.
Na mensagem, D. Vitorino Soares manifestou o desejo de que o Espírito Santo ilumine o serviço pastoral à diocese, para que todos contribuam, “na comunhão, no diálogo e no espírito de serviço”, para “uma Igreja cada vez mais próxima das pessoas”. “Na Igreja, a autoridade nunca é domínio, é serviço”, conclui o bispo do Algarve.











