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A Diocese do Algarve informou hoje que “tudo está a fazer para apurar a verdade” relativamente a um “alegado abuso sexual a um menor” cometido por um sacerdote.

“Nem antes nem depois da emissão do programa televisivo da TVI ‘Goucha’, de 6 de outubro de 2021, chegou à Diocese do Algarve qualquer denúncia deste, ou de qualquer outro caso de abusos”, informa o comunicado enviado “devido às recentes notícias” sobre o assunto.

O documento acrescenta que o bispo diocesano “pediu que fosse convocada a Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis para escutar o seu parecer sobre este caso, que, pelas afirmações feitas no referido programa, terá ocorrido há mais de trinta anos”.

D. Manuel Quintas, “depois de lhe ser transmitido o parecer dos especialistas que integram a referida Comissão, comunicou o caso à Congregação da Doutrina da Fé [Santa Sé], deu disso conhecimento ao Ministério Público da Comarca de Faro e determinou a realização de uma Investigação prévia, nos termos canónicos, para averiguar da credibilidade da denúncia produzida”, acrescenta a diocese algarvia, explicando que a “investigação prossegue sob a exclusiva competência e responsabilidade da Comissão de Inquérito, cujo trabalho sigiloso a Diocese apoia e respeita, não interferindo no desenrolar do mesmo”.

O comunicado refere ainda que “o sacerdote sobre o qual recaem estas suspeitas colocou-se, de imediato, à disposição da Diocese para esclarecer este assunto”, que a alegada vítima é desconhecida na Diocese e que, apesar de não dispor de qualquer contacto seu, “tendo presente as informações colhidas no programa, foi possível, unicamente por iniciativa da Diocese do Algarve, obter o seu contato e estabelecer um primeiro encontro”.

O documento acrescenta que “a Instituição referida no programa televisivo e onde alegadamente os abusos ocorreram não tem, nem nunca teve, qualquer ligação à Diocese do Algarve e à Igreja Católica”.

Por fim, solicita-se ainda que seja preservado “o bom nome de todos os intervenientes neste caso: a alegada vítima, o alegado abusador e a Diocese do Algarve”. “Todos têm direito à presunção de inocência e devem gozar do bom nome no espaço público, sem juízos precipitados e atentatórios das pessoas e das instituições”, conclui.

A Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis foi criada em maio de 2020.

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