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O Acordo de Cooperação que a Diocese do Algarve vai assinar com entidades parceiras no próximo dia 29 deste mês tem em vista a dinamização do turismo religioso “através da divulgação e promoção do património arquitetónico e cultural existente nas igrejas da região, designadamente em paróquias do interior algarvio” localizadas no sotavento.

A iniciativa tem por objetivo implementar um projeto-piloto que permita as “condições de funcionamento” e de visitação das igrejas abrangidas, “incluindo-as nos roteiros de promoção do Algarve, pelo seu efeito de atração e diversificação da oferta turística”.

“Parte do património da Igreja, por razões diversas, possui um horário de abertura muito limitado, estando, portanto, ausente dos circuitos turísticos e, consequentemente, limitado na sua promoção e visitação, assim como a eventuais receitas”, é constatado na introdução do acordo, ao qual Folha do Domingo teve acesso.

O texto do protocolo refere que a Região de Turismo do Algarve, “pelas competências próprias que detém, pode apoiar a integração desses espaços nos roteiros e circuitos turísticos e, assim, contribuir para a melhoria da sua promoção e sustentabilidade”, lembrando que “a animação dos espaços patrimoniais religiosos pode contribuir para a criação de emprego e, consequentemente, para atenuar os efeitos do desemprego e a sua sazonalidade” na região.

Deste modo, o projeto permitirá “promover a (re)qualificação profissional de pessoas em situação de desemprego, preferencialmente de grupos com maiores dificuldades de integração profissional”. “O Instituto do Emprego e Formação Profissional dinamiza ainda um conjunto muito vasto de apoios ao emprego e ao empreendedorismo, que podem ser mobilizados para promover a integração de desempregados qualificados para a animação dos referidos espaços patrimoniais religiosos”, é indicado.

À Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), enquanto entidade de coordenação das intervenções de âmbito intermunicipal, competirá “promover a divulgação do presente projeto-piloto tendo em vista o seu alargamento a outros Municípios e a outro património religioso não abrangido” nesta fase inicial.

À Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, enquanto entidade responsável pela articulação das diversas políticas públicas na região, competirá “assegurar fontes de financiamento” no âmbito do Programa Operacional Regional que contribuam para a prossecução do projeto.

As paróquias que farão parte deste projeto-piloto, para o qual será constituída também uma Comissão Técnica de Acompanhamento, serão Alcoutim, Azinhal, Cacela, Cachopo, Castro Marim, Odeleite, Santa Maria e Santiago de Tavira e Vila Real de Santo António.

A Diocese do Algarve será representada no protocolo pelo padre Miguel Neto, coordenador do Setor Diocesano da Pastoral do Turismo, organismo que dinamizou a formalização do acordo em causa.

A cerimónia de assinatura está marcada para as 17h30 na igreja matriz de Vila Real de Santo António e contará com a presença do bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, da ministra do Trabalho e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

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