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Ao violento sismo de magnitude 7.0 registado em janeiro no Haiti, somam-se um sismo de magnitude semelhante no Japão também em janeiro, um no Chile com 8.8 graus de magnitude em fevereiro e agora um de 6.0 na Turquia.

O sismo que hoje de madrugada sacudiu a província de Elazig, no leste da Turquia, terá feito pelo menos 51 mortos e 70 feridos, números ainda provisórios que poderão aumentar no decorrer das buscas.

Para Maria da Conceição Neves, o facto de haver uma sequência de sismos violentos – sendo o do Chile o mais raro, por haver poucos com aquela magnitude – é apenas uma "coincidência" no tempo e no espaço, já que os abalos têm ocorrido sobretudo em zonas povoadas.

"Mais de 90 por cento da actividade sísmica situa-se ao longo das cristas oceânicas onde não há estragos", referiu a investigadora, frisando que as zonas de subdução (área onde duas placas tectónicas convergem) estão "sempre" a ser atingidas.

"Não me parece que haja mais sismos agora do que havia antes, são fenómenos naturais que estão sempre a acontecer", considerou, acrescentando que o facto de se viver numa era global contribui para que estes acontecimentos sejam mais falados.

"Não há um motivo científico para explicar um maior número de sismos, até porque as escalas geológicas têm por referência períodos de milhões de anos", disse a investigadora, frisando não haver "motivo para alarme".

Lusa

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