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© Nuno Veiga/Lusa
© Nuno Veiga/Lusa/arquivo

A maioria das escolas do Algarve estiveram encerradas ou sem atividades letivas na sexta-feira e os hospitais funcionaram com mínimos obrigatórios por causa da greve, disse à Lusa a coordenadora do Sindicato da Função Pública do Sul.

A sindicalista Rosa Franco contou que, nos hospitais algarvios, a adesão à greve da função Pública foi de 80 a 85%, afetando o funcionamento das consultas externas e dos serviços de internamento, urgências e de cirurgia, que foram assegurados em serviços mínimos.

No caso dos serviços de urgências, a adesão foi de 100% e foi suprida por serviços mínimos, explicou a sindicalista, apontando que “o que se nota diferente nesta greve é que há mais trabalhadores a prestar serviços mínimos devido à imposição que foi feita na negociação dos serviços mínimos”.

A coordenadora do Sindicato dos Professores da Zona Sul, Ana Simões, adiantou à Lusa que na capital algarvia encerraram oito escolas, mas não deu números definitivos relativos ao distrito já que o sindicato ainda tem de confirmar informações nas restantes escolas do distrito.

Na porta do serviço de Finanças na do Tribunal de Faro foram afixados avisos sobre o encerramento por motivo de greve, confirmou a Lusa no local.

Segundo Rosa Franco, existiram serviços onde não se sentiram tantas diferenças como é o caso do Centro Distrital da Segurança Social.

“O impacto da greve não está a sentir-se muito [em vários serviços] porque alguns dos colegas são contratados e têm muito medo”, disse a sindicalista, acrescentando que “a situação da requalificação na Segurança Social” é um fator de intimidação.

A greve de sexta-feira foi convocada pela federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Na origem da convocação da greve estiveram os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no setor.

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