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Segundo Victor Guerreiro, a situação da empresa – criada em 1995 e que tinha como principais acionistas 15 das 16 câmaras algarvias -, é "altamente preocupante", com dívidas aos fornecedores e salários por pagar, mas o empresário acredita que é possível atingir o equilíbrio financeiro.

Segundo aquele responsável, 95 por cento da faturação da Globalgarve dependia dos serviços prestados aos municípios – no setor da informática e do marketing, entre outros -, que, devido à quebra de receitas, começaram a falhar os pagamentos à empresa, e que foram obrigados por lei a alienar a sua participação.

O empresário, que é também presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), empossado esta semana na sequência de novas eleições, realizadas após os órgãos sociais eleitos em maio se terem recusado a tomar posse enquanto não estivessem saldadas as dívidas das autarquias à empresa.

O seu objetivo é aumentar o número de clientes privados, fazendo com que as receitas provenham em proporção idêntica de entidades públicas e privadas, para aumentar a faturação e evitar uma dependência tão acentuada do setor público.

"Acredito na recuperação da empresa, com tempo e com bom senso, apesar do momento difícil em que vivemos", afirmou, sublinhando que é possível reerguer a empresa, evitando que entre em processo de insolvência.

O atual Conselho de Administração da empresa é presidido pela ACRAL, sendo a Assembleia Geral presidida pela Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares do Algarve (AIHSA) e o Conselho Fiscal presidido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CDDR) do Algarve.

Antes da entrada da nova administração, a Globalgarve tinha sido liderada por Macário Correia, que evocou o novo regime jurídico da atividade empresarial local e das participações em empresas mistas para justificar a alienação do capital social das autarquias.

Lusa

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