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Manuel Cascalheiro, detido em abril com mais de 100 gramas de cocaína, foi hoje condenado pelo Tribunal de Loulé a uma pena de 10 anos e seis meses de prisão efetiva por crime de tráfico de droga agravado.

O taxista Nuno Castro foi condenado a seis anos de prisão por tráfico de droga e a sua companheira, Tânia Melo, a dois anos com pena suspensa por igual período por ser cúmplice do crime.

“Não esperava uma condenação tão pesada face à prova produzida”, declarou aos jornalistas à saída da sessão a advogada de Manuel Cascalheiro, admitindo que o facto de o arguido ser sargento da GNR “não abonou em seu favor”.

Norma Farroba acredita que a PJ “deixou escapar” o alegado cabecilha do grupo, cujo paradeiro é incerto, apesar de aquela polícia “ter na sua posse escutas telefónicas que revelavam a sua intenção de sair do país”, sublinha.

Na leitura do acórdão o juiz Filipe Marques frisou que o comportamento do sargento condenado deveria ir no sentido de “prevenir infrações relacionadas com o tráfico de droga” e não o contrário.

Referiu ainda que aquele “não é um crime sem vítimas”, como muitas pessoas defendem, uma vez que afeta não só os consumidores de estupefacientes como aqueles que os rodeiam.

O sargento da GNR foi detido a 30 de abril pela Polícia Judiciária perto de Boliqueime (Loulé), no Algarve, com mais de 100 gramas de cocaína, encontrando-se em prisão preventiva no presídio militar de Tomar.

Lusa

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