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Em declarações à FOLHA DO DOMINGO, o chefe daquele agrupamento que atualmente conta com cerca de 150 efetivos, sendo um dos mais numerosos no Algarve, considera que o mesmo “tem sido uma escola de vida para tantas pessoas que têm passado por lá”. “Temos evoluído ao longo dos tempos e a prova disso são os elementos que temos hoje, incluindo a equipa de chefia, e todo o apoio dos pais”, afirma Álvaro Bila.

O Agrupamento de Portimão, sedeado na paróquia da matriz de Portimão, conta ainda com 15 chefes, incluindo o assistente, o padre Mário de Sousa, prior daquela comunidade, e tem as quatro secções (Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiro) a trabalhar em pleno.

Álvaro Bila acrescenta que o agrupamento portimonense “deve ser dos mais antigos” a trabalhar em permanência no Algarve, uma vez que, ao longo destes 50 anos interrompeu atividade apenas por períodos de cerca de nove meses. “Há 12 anos que estamos continuamente abertos”, testemunha o dirigente.

Com vista ao futuro, o principal projeto prende-se com a preparação da nova sede mas durante este ano e, no âmbito da comemoração das bodas de ouro, será realizada uma atividade por mês. Entre as iniciativas previstas está a peregrinação do agrupamento a Fátima, cuja participação costuma abranger cerca de 300 pessoas, e uma descida do rio Arade em jangadas.

No último sábado, o bispo do Algarve congratulou-se com a efeméride. “É uma data para festejarmos todos com este agrupamento”, afirmou D. Manuel Quintas na eucaristia do Dia de BP, no decurso da qual foi ainda feita a entrega de uma lembrança pelo presidente do Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional do CNE, José João Marcelo, antigo membro daquele agrupamento.

Já o chefe nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira, sublinhou que o agrupamento “está de parabéns, não especialmente por aquilo que fez ao longo destes anos, mas sobretudo por aquilo que vai fazer ao longo dos próximos 50 anos”, estimulando ao desafio que a comemoração significa.

O chefe regional do Algarve do CNE, José João Cercas, também ele oriundo daquele agrupamento, congratulou-se “com a longa vida do 159”, fazendo memória dos seus fundadores – os chefes João Andrade, João Reis e José Lourenço –, “a quem tanto deve” o aniversariante.

O padre Mário de Sousa, assistente do Agrupamento de Portimão também manifestou a sua alegria pela efeméride. “Dou graças a Deus por tanto bem que o agrupamento tem feito através dos seus formadores e peço, para cada um, a bênção para que possam continuar a ser fiéis Àquele que é a razão de ser de tudo isto”, afirmou.

Por fim, Manuel da Luz reconheceu que “o agrupamento de Portimão tem dado o seu contributo indispensável para que a cidade se torne mais humana, diferente, onde haja tolerância e paz”. “Entendo que é preciso reconhecer que os escutas fazem falta às nossas cidades. Continuem que, daqui a 50 anos, cá estaremos para vos dar os parabéns”, afirmou o presidente da Câmara de Portimão.

Samuel Mendonça

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