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Aquela lagoa é, também, um local privilegiado para observação de aves.

A Águas do Algarve precisou que a intervenção a realizar na Lagoa dos Salgados vai aprofundar valas, criar ilhotas e um dique com 1,25 metros de altura média, para dividir a lagoa em duas, interligando-as por comportas.

A empresa considerou, em comunicado, que as intervenções a realizar no espaço lagunar são “fundamentais e urgentes” e vão contribuir, “de forma decisiva”, para a sustentabilidade da zona húmida e das aves, “preservando um ecossistema considerado como extremamente importante”.

A Lagoa dos Salgados serve de habitat para cerca de 150 espécies de aves, sendo mundialmente reconhecida como local de referência para a sua observação, o que tem merecido inúmeros pedidos de proteção por parte de organizações ambientalistas nacionais e internacionais.

A empreitada tem uma duração de 120 dias, representa um investimento de 1,2 milhões de euros e contempla também a construção de uma conduta elevatória.

A conduta vai “endossar para tratamento na Estação de Tratamento de Aguas Residuais (ETAR) de Albufeira Poente todos os efluentes gerados nos aglomerados populacionais existentes na área compreendida entre a Marina de Albufeira e a Galé”, precisou a empresa.

Assim, segundo a Águas do Algarve, “os efluentes deixarão de ser canalizados para o mar através do emissário submarino atualmente em serviço (Emissário Submarino da Galé), sem qualquer tipo de tratamento”, melhorando “substancialmente” a qualidade da água balnear.

A empresa anunciou, também, o lançamento da empreitada no concelho de Loulé que vai “permitir o fornecimento de água, em quantidade e qualidade, a uma zona de densidade populacional elevada – povoações de Benfarras, Vale Covo e Pedra de Água, a partir do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água do Algarve”.

O prazo de execução é de 360 dias.

Lusa

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