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AHETA aponta falta de mão-de-obra como “problema estrutural” da hotelaria algarvia

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A falta de mão-de-obra em quantidade e qualidade para responder às necessidades empresariais do setor hoteleiro e turístico é um dos principais “problemas estruturais” sentidos pela Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

A principal associação hoteleira do Algarve destacou a importância do “fator humano” para o setor da hotelaria regional, assim como o seu “papel crucial” para a “qualidade dos serviços prestados”, e considerou que os “estrangulamentos” originados pela falta de trabalhadores “resultam, em grande medida, da ancestral falta de mobilidade entre as zonas residenciais com maior concentração de trabalhadores e os respetivos locais de trabalho, localizados fora das áreas urbanas”.

“Numa altura em que as Câmaras Municipais se preparam para rever os seus PDM (Planos Diretores Municipais), a AHETA apela aos responsáveis autárquicos para a necessidade de implementarem políticas de habitação ativas a custos controlados, tendo em vista motivar e atrair mão-de-obra de outras regiões do país, mas também imigrantes oriundos de países terceiros”, defendeu a associação empresarial algarvia num comunicado.

A AHETA apontou os “esforços e investimentos avultados” que as unidades hoteleiras têm feito para “tentar suprir estas carências” e para disponibilizar “sempre que possível alojamento e outras facilidades aos seus trabalhadores”, mas reconheceu que “não têm sido suficientes para resolver as enormes lacunas estruturais que a região enfrenta nesta área”.

Por isso, a associação considera necessário “estabelecer parcerias entre o setor público e o setor privado” para “fidelizar os trabalhadores ao turismo e às empresas”, com recurso a “ações de formação contínua durante a temporada baixa” que permitam “a criação de equipas estáveis e duradouras ao longo do ano”.

Estas medidas permitirão “melhorar a qualidade dos serviços prestados e aumentar os seus níveis de produtividade e, por essa via, a rendibilidade das empresas e a competitividade turística regional e nacional”, acrescentou.

A associação algarvia considerou também que o Direito do Trabalho e o “regresso a um passado protecionista em termos de legislação laboral, como pretendem algumas forças políticas e sindicais, não pode servir de desculpa para ultrapassar os estrangulamentos com que o país em geral e o Algarve em particular se vêm confrontando nos últimos tempos, quer nesta, quer em outras matérias”.

“É por estes motivos que o Estado está obrigado, por um lado, à introdução de medidas que visem a melhoria da envolvente empresarial no setor do turismo e, por outro, à resolução dos problemas sociais e bem-estar das populações residentes”, disse ainda a AHETA.

A associação empresarial algarvia defendeu, por isso, a necessidade de “agilizar e flexibilizar os processos de legalização de imigrantes” para permitir “a importação controlada de mão-de-obra estrangeira para trabalhar na economia, em geral, e no turismo do Algarve, em particular”.

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