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AHETA diz que impacto do fim de rota da Ryanair “é residual”

O presidente da maior associação hoteleira do Algarve considerou hoje que o prejuízo causado pelo fim de rotas aéreas da companhia ‘low cost’ Ryanair para a região “é residual”, comparativamente com as perdas originadas pela falência da congénere Monarch.

O presidente da AHETA tinha previamente estimado em 36 milhões de euros o prejuízo global para os hotéis da região, na sequência da falência da companhia britânica aérea Monarch, e deu essa resposta à agência Lusa ao ser questionado sobre qual seria o montante desses prejuízos se fosse somado o impacto do fim de rotas da Ryanair para o Algarve.

“O prejuízo causado pela Ryanair é residual, porque o que aconteceu à Ryanair afetou apenas uma rota [para o Algarve]. Nós aqui [com a Monarch] estamos a falar de reservas já efetuadas antecipadamente que totalizam 850.000”, afirmou o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Elidérico Viegas, em declarações à agência Lusa.

Elidérico Viegas frisou que alguma imprensa em Portugal apontava hoje que a falência da companhia aérea Monarch afetava 350.000 reservas até final do ano, mas o responsável contrapôs a este número “os dados apontados jornal ‘The Economist’, que é um jornal acima de qualquer suspeita”, e que “fala na sua edição de hoje de 850.000 reservas efetuadas e pagas”, citou.

“E há aqui estadias, de parte de julho, agosto e setembro, que ainda não foram liquidadas. Os clientes estiveram cá, mas o operador não pagou nem vai pagar, porque faliu”, afirmou o presidente da AHETA para justificar as perdas causadas pela falência da Monarch.

Elidérico Viegas acrescentou que “havia outras reservas a partir se segunda-feira” de visitantes “que também eram para ter vindo e deixaram de vir e que são à volta de 250.000 pessoas até final do ano”, quantificou.

Elidérico Viegas salientou também o facto de a Ryanair apenas comercializar viagens de avião, enquanto a Monarch, além das passagens aéreas, vender também estadias através de operadores turísticos que pertenciam ao grupo e que também faliram.

“Enquanto a Ryanair, por enquanto, só afetou uma rota, que parte de Newcastle, e é uma companhia aérea que só vende bilhetes de avião, a Monarch era uma companhia aérea ‘low cost’ mas tinha três operadores turísticos acoplados, que operavam paralelamente, eram do grupo, tinham acordos com os hotéis e ficaram a dever dinheiro”, explicou.

Como a perda da rota da Ryanair entre Faro e Newcastle apenas se nota em época baixa e abrange “200 passageiros de cada vez”, representa, segundo Elidérico Viegas, “um valor residual”.

“Não havendo a rota, as pessoas que viajavam com Ryanair poderão optar por outra companhia aérea. Os que optaram pela Monarch tinham comprado férias com bilhetes de avião e vão ficar sem a viagem”, disse ainda o presidente da Associação hoteleira algarvia.

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