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O concelho de Albufeira tem uma população fixa de cerca de 40 mil habitantes mas no verão chega aos 400 mil, pelo que, o presidente da autarquia, Desidério Silva, considera que os bombeiros locais têm que ter uma capacidade de resposta.

Além de possuir dezenas de unidades hoteleiras, há ainda o risco acrescido de acidentes pelo facto de a zona de Albufeira ser o ponto de encontro entre a Autoestrada do Sul (A2) e a Via do Infante, explicou o autarca.

O presidente da câmara afirma que a nova viatura "é apenas mais um apoio" para reforçar os meios de socorro num concelho "com características especiais", onde dormem por ano seis milhões de pessoas. “O problema dos bombeiros é que não têm autossuficiência, há muitas despesas e poucas receitas”, lamentou, acrescentando que a compra da viatura foi financiada pela autarquia e por uma candidatura a fundos comunitários.

O comandante dos Bombeiros de Albufeira explicou que a nova viatura vai ser destinada ao comando de operações no terreno, servindo para os responsáveis comunicarem entre si através dos equipamentos de rádio instalados.

"A nova viatura vai ajudar nos teatros de operações e permitir uma comunicação mais célere para gerir os meios no terreno", observa Luís Zeferino, referindo que a corporação tem uma frota de 28 veículos.

Com 1,5 milhões de euros de orçamento anual, os Bombeiros de Albufeira sobrevivem sobretudo com o apoio da autarquia, tendo também alguns subsídios estatais.

No ativo, a corporação tem cerca de 80 elementos operacionais, metade dos quais são voluntários.

Liliana Lourencinho com Lusa

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