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Alcoutim quer juntar-se aos concelhos vizinhos espanhóis para captar fundos comunitários

Alcoutim_sanlucarO presidente da Câmara de Alcoutim espera que o município se possa a unir aos três concelhos espanhóis com quem faz fronteira e ao concelho vizinho de Mértola para captar fundos comunitários do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

“Estamos interessados nas relações com os nossos vizinhos espanhóis, que queremos que venham a ser nossos parceiros”, afirmou Osvaldo Gonçalves à agência Lusa, quando questionado sobre se o município tinha interesse em juntar-se aos espanhóis de San Lucar del Guadiana, Granado e Villablanca para poder concorrer a fundos comunitários no período 2014-2020.

O autarca, eleito nas últimas eleições pelo PS, após duas décadas de poder concelhio do PSD, disse não acreditar que Alcoutim possa vir a integrar uma estrutura como a Eurocidade luso-espanhola Ayamonte-Vila Real de Santo António-Castro Marim, criada num processo cujos contornos disse “desconhecer”.

No entanto, Osvaldo Gonçalves constatou que a Eurocidade foi criada pelo município espanhol de Ayamonte e por Vila Real de Santo António [em janeiro de 2012], posteriormente [em maio] houve a adesão de Castro Marim e Alcoutim, que “já integra a associação [de desenvolvimento do Baixo Guadiana com esse dois municípios portugueses], mas nunca foi chamada a participar”.

Por isso, o autarca e os membros do seu executivo veem com mais facilidade uma nova união e projetos conjuntos para captar fundos comunitários com os concelhos espanhóis vizinhos de San Lúcar del Guadiana, Villablanca e Granado e até Mértola, no âmbito da Eurorregião Algarve-Alentejo-Andaluzia.

“Sim, considero que sim. As vantagens de um tratado de cooperação [dessa natureza] alarga-nos as possibilidades de investimentos e de transações comerciais, ao nível sobretudo do turismo”, afirmou o autarca referindo-se a uma união e colaboração com os três municípios localizados na margem espanhola do rio Guadiana.

Questionado sobre a antiga pretensão de uma ponte sobre o rio Guadiana entre Alcoutim e San Lucar, Osvaldo Gonçalves considerou que podia trazer desenvolvimento para a zona, mas não acredita que a mesma possa ser construída “nos próximos anos” por “falta de dinheiro” e pelas condições económicas dos dois lados da fronteira devido à crise.

“A construção de uma ponte é um projeto já antigo, ambicionado por uns, mas não por todos. Há fações a favor e contra, há quem pense que nos fazia crescer e outros que nos faria mais pobres. Mas há uma razão que nos condiciona, e é um motivo incontornável, que é a falta de dinheiro. Pessoalmente duvido muito que nos próximos anos consigamos fazer essa ponte, por falta de dinheiro”, respondeu Osvaldo Gonçalves.

O autarca apontou ainda a falta de “lobbies” e a pouca população existente no seu concelho, que é um dos mais desertificados e envelhecidos do país, como motivos que não ajudam à construção dessa passagem.

A travessia é reivindicada há mais de duas décadas pelos municípios de ambos os lados da fronteira.

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