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A aldeia em miniatura, que até tem lendas e feitos históricos associados à sua fundação, é fruto do trabalho do artesão Pedro Reis, que demorou cinco mil horas distribuídas em quase quatro anos a acabar a maqueta.

Para assinalar a data em que o criador a doou à instituição haverá sábado uma festa no museu da cidade, que inclui uma assembleia do povo, um concerto e o lançamento de um livro sobre a aldeia, disse à Lusa fonte da organização.

Segundo a mesma fonte, muitas das pessoas que contemplam a aldeia, que pode ser vista de terça a domingo, julgam tratar-se da réplica de uma aldeia existente, mas a verdade é que tudo foi imaginado por aquele artesão.

Com traços da paisagem e arquitectura algarvias, tem cerca de duzentas casas, numeradas e integradas em ruas com nomes, uma escola, campo de futebol, um posto da Guarda-fiscal e até sinais de trânsito.

A paisagem é típica do Barlavento Litoral, com a aldeia a erguer-se sobre falésias e a Serra de Monchique ao fundo.

Um porto de pesca, uma estação de caminhos-de-ferro, vestígios romanos, uma igreja e o forte que lhe dá nome compõem o cenário.

A festa dos 18 anos da aldeia é de entrada livre e acontece a partir das 17:00 no Museu de Lagos.

A aldeia ganhou recentemente o III Prémio Mediterrâneo da Paisagem na categoria "Experiências de sensibilização e formação".

Lusa

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