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Segundo a análise regional de novembro da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS), hoje divulgada, “no Algarve, até agosto, apenas foram licenciados 1.373 novos fogos”, tendo esta sido, na região de influência da associação, aquela onde o desemprego na construção mais disparou”.

Conforme salienta, o desemprego setorial no Algarve aumentou 28 por cento até setembro, representando 25 por cento do desemprego total da região.

Paralelamente, “foi também na região algarvia onde o tecido empresarial mais se ressentiu, observando-se uma queda de 5,9 por cento no número de entidades aí sedeadas e detentoras de alvará de construção”.

A este propósito, a associação cita dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) para alertar que “um dos maiores contributos para o desemprego total advém, precisamente, do sector da construção”.

“Dos 511 mil desempregados registados nos centros de emprego no final de setembro, 13,6 por cento eram oriundos da construção, quando, até junho, o peso deste sector no emprego total foi de apenas 9,6 por cento”, refere a AECOPS.

Ainda segundo o IEFP, em termos absolutos havia, no final de setembro, 69.400 desempregados da construção inscritos nos centros de emprego do instituto, o que traduz um crescimento homólogo de 10,6 por cento.

Para além da diminuição do número de fogos habitacionais licenciados, a associação destaca a queda “muito significativa” nas adjudicações de obras públicas ao longo deste ano.

Uma conjugação que, alerta, “compromete o futuro das empresas e do emprego garantido pelo sector da construção”.

Até outubro, o número de concursos públicos adjudicados caiu 41,7 por cento, para 1.199, enquanto o montante total adjudicado rondou os 1,7 mil milhões de euros, menos 53 por cento do que em igual período de 2009.

Neste caso, nota a AECOPS, “a região algarvia constitui uma exceção, ao registar um acréscimo de 34 por cento no valor das obras adjudicadas com impacto direto na região”.

Já o Alentejo sobressai como “a região que regista a maior quebra do investimento público, com uma redução homóloga de 51 por cento no valor dos concursos adjudicados nos primeiros 10 meses do ano”.

Neste contexto, a AECOPS diz esperar que o “sinal positivo” dado pelo aumento de 61 por cento no valor de novas obras públicas lançadas em Portugal até outubro “não venha a ser eliminado pelos cortes já anunciados no investimento público e constantes do conjunto de medidas de austeridade previsto para 2011”.

Lusa

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