Pub

Na capital algarvia, os mais variados cânticos e cartazes com “slogans” anti-capitalistas e contra as medidas de austeridade do Governo foram o «espelho» do descontentamento com o sistema político e financeiro de muitos participantes, estimando-se a participação em quase mil pessoas.

Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal e Angra do Heroísmo foram as oito cidades portuguesas que acolheram protestos no âmbito da jornada global do movimento dos “indignados”, sendo que em Lisboa se estima a participação de cerca de 100 mil pessoas.

Em Faro, os manifestantes concentraram-se no Jardim Manuel Bívar, na baixa da cidade, sendo possível ler nos cartazes palavras de ordem como “é uma economia de piranhas”, crónica de uma crise anunciada”, “mala de cartão: não” ou “também há jardins no continente”.

O coreto, no centro do jardim, serviu de palco ao que ali quisessem subir e partilhar o seu descontentamento com os presentes, numa assembleia geral improvisada.

A concentração na capital algarvia ficou “aquém das expectativas” de muitos participantes, que esperavam maior adesão: “as pessoas acham que não vale a pena, mas vale, sempre”, disse Ana Maria Neves, uma das “indignadas”.

A organização da iniciativa diz que nada se alterou no combate à precariedade, ao desemprego, à corrupção, entre outras exigências que querem ver traduzidas em mais e melhor democracia.

De Sydney a Nova Deli, de Lisboa a Nova Iorque, 951 cidades de 82 países foram palco de manifestações e de outras ações de protesto para reclamar uma mudança global democrática e contestar o poder financeiro.

Redação com Lusa
Pub