Pub

O Algarve assinalou ontem os 750 anos da sua integração em território português com dois momentos, um “elogio” à região prestado pelo Corpo Consular e um encontro evocativo na Universidade do Algarve onde participou a escritora Lídia Jorge.

O Tratado de Badajoz foi assinado a 16 de fevereiro de 1267 pelos reis Afonso III de Portugal e Afonso X de Espanha, e oficializou a passagem do “reino dos Algarves” para Portugal com o rio Guadiana a assumir-se fronteira natural e oficial entre os dois países.

“No passado muitos morreram por este ideal de completar aquilo que era para eles a visão de Portugal”, disse à Lusa o cônsul da República Checa, Paulo Neves, sublinhando que “a História podia ser completamente diferente se no passado alguém tivesse desistido”.

A escritora algarvia Lídia Jorge, o presidente da Associação de Municípios do Algarve, Jorge Botelho, o presidente da Associação Empresarial da Região do Algarve, Vítor Neto, e o docente da Universidade do Algarve Luís Filipe Oliveira participaram na evocação da efeméride na Universidade do Algarve, em Faro.

O administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme d’Oliveira Martins, fez uma apresentação a propósito da integração do Algarve no território português nesta iniciativa presidida pelo reitor da Universidade do Algarve, António Branco.

A cerimónia organizada pelo Corpo Consular presente na região que representa Angola, Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Eslováquia, Itália, Luxemburgo, Malta, México, Reino Unido e a República Checa, decorreu na Pousada de Tavira.

“Na prática é um elogio ao Algarve que é uma região cosmopolita no sentido em que temos milhões de pessoas que nos visitam e que, apesar de ter cerca de 400 mil habitantes, tem um impacto enorme”, explicou Paulo Neves.

Um momento também de homenagem à civilização do mediterrâneo, segundo o cônsul, que recordou que o “reino dos Algarves” abarcou ao longo da História diversas culturas, da islâmica à judaica, bem como diferentes nacionalidades.

O Corpo Consular escolheu Tavira para assinalar a data como forma de homenagear o “homem de armas” de D. Afonso III que ainda antes do Tratado de Badajoz conquistou várias cidades algarvias: D. Paio Correia Peres, Mestre da Ordem de Santiago.

Para esta cerimónia foram convidados o duque de Bragança, o presidente da Associação de Municípios do Algarve, o bispo do Algarve e o Ayuntamento de Badajoz.

Paulo Neves contou que o Ayuntamento de Badajoz mostrou-se surpreso com a iniciativa e lançou um convite para uma jornada histórica que vai levar a cabo este ano para comemorar o tratado e a passagem do Algarve para Portugal.

Pub