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Embora junho seja tradicionalmente um bom mês para o Algarve em termos de turistas nacionais devido aos feriados, o mercado interno não correspondeu às expetativas, disse Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

O líder da AHETA lamentou que os feriados e as pontes não tenham animado a região, que sofreu uma quebra de 2,8 por cento na ocupação hoteleira relativamente a junho de 2009.

No que respeita ao mercado português, que costuma esbater os maus resultados de outros mercados emissores, registou-se uma quebra de 15 por cento, seguida de uma quebra de 10,7 por cento nas dormidas dos turistas britânicos.

“Estamos a falar de descidas sobre resultados já de si muito negativos, pois 2009 foi o ano com o pior resultado dos últimos quinze”, observou o empresário, desabafando que as perspetivas “não são animadoras”.

“Temos desde novembro de 2009 [mês em que se inicia a contagem do ano turístico] uma descida acumulada de 10 por cento nas taxas de ocupação, o que significa que dificilmente atingiremos os níveis de 2009”, diz.

O facto de este ano haverem mais reservas antecipadas para a hotelaria algarvia – o que indiciava que a situação “pudesse melhorar em relação a 2009”-, não se tem refletido nas taxas de ocupação, notou Elidérico Viegas.

A taxa de ocupação média por quarto foi de 66,7 por cento em junho deste ano, tendo as maiores descidas sido registadas nas zonas de Tavira (menos 17,7 por cento), Lagos e Sagres (menos 5,8) e Albufeira (menos 5,4).

Em junho, os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas foram os mais penalizados (menos 7,1 por cento e menos 5,9 do que em junho do ano passado, respetivamente), assim como os aldeamentos e apartamentos turísticos das mesmas categorias.

A descida foi justificada por Elidérico Viegas com o facto de as unidades de alojamento de categoria superior fazerem preços mais baixos do que o habitual, concorrendo diretamente com as inferiores.

“A quebra na procura implica sempre uma baixa de preços e isso é mais evidente na hotelaria porque é um serviço e não um produto que possa ser armazenado”, diz aquele responsável.

Por essa razão, os hotéis e aldeamentos acabam por preferir alugar os quartos ou apartamentos no momento a preços mais baixos do que simplesmente não alugar, refere Elidérico Viegas.

As principais subidas nas taxas de ocupação registaram-se em Carvoeiro e Armação de Pêra (mais 6,6 por cento), em Monte Gordo e Vila Real de Santo António (mais dois), e em Vilamoura, Quarteira e Quinta do Lago (mais um por cento).

A zona de Monte Gordo e Vila Real de Santo António registou a taxa de ocupação mais elevada (84,8 por cento), enquanto a de Tavira registou a mais baixa, com 50 por cento.

Lusa

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