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Para a inauguração, a 25 de julho de 2002, previa-se uma cerimónia com pompa e circunstância, mas a morte, na véspera, de dois operários que trabalhavam na obra, levou a que as comemorações se cingissem a um serviço religioso.

Com um ano e meio de execução, o troço final da Autoestrada do Sul (A2) foi uma obra complexa – devido ao acidentado terreno que atravessou, designadamente a serra do Caldeirão -, e bastante criticada pelos ambientalistas.

Embora contrariando os defensores do ambiente, a obra agradou a todos os que tinham que fazer aquele trajeto, já que a distância de carro entre Faro e Lisboa, que antes fazia pelo IC1, ficou reduzida a menos de três horas.

"Foi um momento importantíssimo e o culminar de uma batalha de muitos anos", recorda Vítor Neto, secretário de Estado do Turismo no ano da abertura do troço, que sublinha as vantagens daquela obra para o turismo algarvio.

De acordo com o atual líder da Associação Empresarial do Algarve (Nera), o aumento dos turistas portugueses na região, durante a última década, ficou em grande parte a dever-se à facilidade no acesso ao Algarve.

"O crescimento da presença de portugueses nesta última década foi evidente e isso deve-se, em larga medida, à melhoria das acessibilidades e à existência da autoestrada", defende.

Aquele responsável lembra ainda que o Algarve foi a última região portuguesa a ter uma ligação à capital por autoestrada.

A inauguração do troço, com 62 quilómetros de extensão, aconteceu quase quatro décadas depois da construção dos primeiros oito quilómetros de acesso à então Ponte Salazar (atual ponte 25 de Abril).

Lusa

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