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Quarto_hotelO Algarve foi a região do país que em agosto registou um menor crescimento de dormidas na hotelaria, com um aumento homólogo de 0,7%, mas manteve-se a mais representativa, com uma quota de 39,8%, divulgou o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em agosto a quota da região do Algarve no total nacional recuou 1,2 pontos percentuais (p.p.), para 39,8%, seguindo-se Lisboa (20,5%, +0,3 p.p.) e Norte (12,0%, +0,3 p.p.) como as regiões mais representativas.

Em agosto, as dormidas aumentaram em todas as regiões, com maior intensidade nos Açores (+10,1%), Centro (+7,5%) e Norte (+6,6%), sendo de destacar os “aumentos significativos” das dormidas do mercado interno nas regiões autónomas (+11,0% nos Açores e +7,4% na Madeira) e no Centro (+6,3%).

Em termos de dormidas de residentes, o Norte “pouco oscilou” (+0,5%) e as restantes regiões registaram decréscimos, “acentuadamente” no Algarve (-10,6%), mas também em Lisboa (-3,1%).

O Algarve foi a região com maior procura por parte dos residentes (39,2% do total, face a 42,4% em agosto de 2015), seguido do Centro (17,6%, +1,6 p.p.), Norte (15,0%, + 0,6 p.p.) e Lisboa (estável nos 13,2%).

Por sua vez, as dormidas de não residentes aumentaram em todas as regiões, nomeadamente no Alentejo (+16,6%) e Norte (+11,6%), tendo o Algarve (+7,5%) contado com o contributo positivo dos seus principais mercados emissores, nomeadamente o britânico (+6,8%), o holandês (+13,6%) e o francês (+10,1%).

As principais regiões de destino de hóspedes vindos do estrangeiro foram o Algarve (40,1% da dormidas, -0,1 p.p.), Lisboa (24,3%, sem variação), Madeira (13,9%, -0,5 p.p.) e Norte (10,5%, +0,4 p.p.).

Tal como no mês anterior, a Madeira (5,62 noites), o Algarve (5,07) e os Açores (3,27) registaram os valores mais elevados da estada média, indicador que teve uma evolução “maioritariamente positiva” em todo o país, com realce para o Alentejo (+6,9%) e Açores (+2,1%).

A Madeira foi a única região onde a estada média (-0,8%) diminuiu.

Quanto às taxas de ocupação, foram, “como é habitual”, mais elevadas na Madeira (85,4%), Algarve (81,2%) e Lisboa (75,0%), mas estas duas apresentaram em agosto uma evolução negativa (-0,9 p.p. e -0,7 p.p., respetivamente), enquanto a Madeira apresentou o maior aumento (+3,1 p.p.).

O INE refere ainda os incrementos dos Açores (+2,2 p.p.) e Norte (+2,1 p.p.).

Ao nível dos proveitos são de destacar “acréscimos assinaláveis” nos Açores (+19,5% nos proveitos totais e +17,7% nos proveitos de aposento) e no Norte (+17,4% e +18,5%).

O Algarve foi a região com “maior desaceleração” nos proveitos totais face ao mês anterior (-8,0 p.p.), apesar de ter apresentado um “aumento significativo” em termos homólogos (+10,7%).

Relativamente aos proveitos de aposento, o Alentejo registou um “abrandamento notório” face ao mês precedente (-10,2 p.p.), mas atingiu ainda assim um aumento de 11,0% em agosto, face a igual mês de 2015.

A evolução regional ao nível do rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi “globalmente positiva” em agosto, atingindo os valores mais elevados no Algarve (112,5 euros), Lisboa (79,7 euros) e Madeira (65,3 euros) e as maiores subidas no Norte (+15,8%), Açores (+10,8%), Madeira (+10,7%) e Algarve (+10,3%).

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