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Esta região representa já cerca de metade da produção de aquicultura em Portugal, que atinge sete mil toneladas por ano.

Desde 2009, o ministério da Agricultura recebeu 17 intenções de investimento em instalações aquícolas a localizar em "offshore" na costa algarvia, disse Luís Rego, do gabinete de imprensa à Lusa.

Com uma produção total estimada em 12 mil toneladas, cinco destas instalações destinam-se à produção de moluscos e bivalves (mexilhão, ostras e vieiras) e as restantes a produzir sargo, corvina, pargo, linguado, dourada e robalo.

Actualmente, as espécies mais produzidas em Portugal são as ameijoas e ostras, douradas e robalos.

Nove destes projetos estão aprovados no âmbito do PROMAR (Programa Operacional das Pescas) prevendo um investimento total de 2,6 milhões de euros, com 1,4 milhões de euros de contrapartida nacional.

O ministério está a analisar igualmente intenções de investimento em duas unidades de atum-rabilho que pressupõem um valor de 4,7 milhões de euros.

O Algarve já tem uma armação para engorda de atum-rabilho, que é considerada umas das espécies mais valiosas para a aquicultura e para os apreciadores de "sushi".

Luís Rego adiantou que o objetivo do governo é quintuplicar a produção até 2013 e "tornar a aquicultura num sector exportador".

Pretende-se também criar um observatório da aquicultura para dinamizar esta actividade e incentivar a diversificação das espécies e oferta de novos produtos.

"A estratégia passa por ganhar escala, diversificar as espécies e diferenciar os produtos através da entrada no segmento "bio" e "Premium", suscetíveis de criar mais valor", acrescentou o mesmo responsável.

Lusa

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