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Algarve reforça turismo de natureza criando marca para festivais de caminhadas

O Turismo do Algarve lançou hoje a marca “Algarve Walking Season”, composta por três festivais de caminhadas a realizar na época baixa, em territórios do interior, para promover o turismo de natureza e esbater a sazonalidade, disse o vice-presidente.

A marca foi hoje apresentada em Alcoutim, onde arrancou a primeira das iniciativas do “Algarve Walking Season (AWS)”, o V Festival de Caminhadas de Alcoutim, que inicialmente esteve previsto para março, mas o mau tempo levou a organização a adiá-lo para o primeiro fim de semana de abril, disse João Fernandes, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA).

João Fernandes explicou à agência Lusa, à margem da apresentação realizada hoje em Alcoutim, que a AWS “vem na sequência de uma estratégia definida em 2013 de aposta no turismo de natureza como um produto que gerasse uma motivação alternativa de visita à região”, distinta do sol, praia e do golfe, e vai também integrar o Ameixial Walking Festival (27 a 29 de abril) e o Festival de Caminhadas de Lagos (01 a 04 de novembro).

João Fernandes (E), vice-presidente da Região de Turismo do Algarve, e Osvaldo Gonçalves (D), presidente da Câmara de Alcoutim

“Definimos o walking [caminhadas] e o cycling [ciclismo] como dois grandes segmentos de aposta e dentro do segmento do ‘walking’, o trail urbano e as caminhadas. Para dar um reforço de notoriedade ao destino para essas práticas de contacto com a natureza, havia já no terreno duas iniciativas muito interessantes, o festival do Ameixial e o Festival de Caminhadas de Alcoutim, que procurámos apoiar, estimular e mais tarde criar sinergias, surgindo a ideia de criar um calendário de festivais de caminhadas no Algarve que acontecesse fora da época alta e no interior”, disse o responsável.

A mesma fonte acrescentou que foi depois lançada à Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem) para realizar um terceiro evento e dar à AWS “uma novidade que é o Festival de Caminhadas de Lagos, no interior desse concelho”.

“Com esta triologia conseguimos ter um calendário de festival de caminhadas ao longo de todo o ano”, referiu ainda João Fernandes, sublinhando que “cada um deles é um festival temático” que procura apoiar-se na identidade local, nas tradições e na gastronomia típica dos sítios”.

Júlio Cardoso, da organização do Festival de Caminhadas de Alcoutim, disse à Lusa que a Câmara municipal já organizava a iniciativa de “forma independente”, mas a AWS veio criar “uma oferta a longo do ano” e com iniciativas no inverno, na primavera e no outono.

O mau tempo que se fez sentir no início de março é que obrigou a organização a mudar a data para o início de abril, justificou Júlio Cardoso, frisando que, além dos percursos a andar, o festival “oferece experiências” aos participantes, porque têm possibilidade de realizar atividades ligadas à natureza e ao interior, como apicultura, pastoreio de cabras ou fazer pão”.

Anabela Santos, da Almargem, explicou que a ideia de criar um festival em Lagos surgiu porque já havia iniciativas no sotavento (Alcoutim) e no Algarve central (Ameixial, Loulé), e era bom cobrir também o barlavento, tendo a zona escolhida sido a da mata de Barão de São João, no interior desse concelho, em novembro.

Bruno Rodrigues, do festival do Ameixial, considerou que a AWS vai permitir promover melhor cada um destes festivais e permitir que “não se sobreponham e não façam concorrência uns aos outros”, estando previsto para a edição deste ano “mais atividades para a família”.

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