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Segundo Ulisses Brito, cerca de um terço das pessoas que vivem na região e são afetadas pela doença são de origem estrangeira, sobretudo de países africanos e da Europa de Leste.

Esta e outras doenças respiratórias vão ser debatidas na terceira edição das Jornadas de Pneumologia do Algarve para Medicina Familiar que decorrem entre sexta-feira e sábado no Hotel Porto Bay Falésia, em Albufeira.

De acordo com o pneumologista, que preside também às jornadas, o distrito de Faro é o “terceiro ou quarto” a nível nacional no que respeita à prevalência da tuberculose, doença infecto-contagiosa que pode até causar a morte.

“A prevalência da doença é maior no Algarve porque a comunidade estrangeira tem um peso maior do que noutras regiões do país”, refere Ulisses Brito, frisando que não há qualquer relação com o clima ou fatores ambientais.

No Hospital de Faro já lhe apareceram vários casos de estrangeiros com a doença que é na maior parte das vezes tratável embora possa até causar a morte do doente, sobretudo se for idoso.

Nos países africanos e do leste europeu a prevalência de tuberculose é maior porque, segundo o médico, existe maior vulnerabilidade e muito menos condições de tratamento do que noutros países mais desenvolvidos.

A doença afeta sobretudo as pessoas em idade ativa, entre os 35 e os 55 anos, sendo que quem apresenta antecedentes de problemas respiratórios está mais exposto à doença, embora possa afetar qualquer pessoa.

Para prevenir a doença o médico aconselha a que se faça prevenção, procurando um médico sempre que houver queixas, uma vez que um diagnóstico precoce é um bom aliado no tratamento da tuberculose.

Por outro lado, é preciso fazer também um rastreio às pessoas que convivem com o doente e, em caso de infeção, fazer o tratamento, que é prolongado, até ao fim, conclui o médico.

Lusa

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