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Em declarações à Lusa, Macário Correia mostrou-se preocupado com as consequências negativas que a cobrança de portagens provocará na economia regional, já que a requalificação da EN 125, que atravessa todo o Algarve, ainda agora começou.

“Ainda mal começaram as obras na EN 125 e já vamos ter portagens o que significa que não vai haver uma alternativa durante anos”, sublinhou o também presidente da Câmara de Faro, acusando o Governo de faltar ao prometido.

“Há menos de um ano, quando o PS andava em campanha para as eleições, foi prometido que não haveria portagens sem haver uma alternativa e agora o Governo está a fazer exatamente o contrário”, afirmou.

O Governo aprovou hoje uma resolução que fixa a cobrança de portagens nas autoestradas Sem Custos para o Utilizador (SCUT) no Interior Norte, Beira Interior, Litoral e Alta e Algarve até 15 de abril de 2011.

Nas SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata a cobrança de portagens começa a partir de 15 de outubro, diz a mesma resolução, que cria um regime de discriminação positiva para certos casos.

O regime transitório de isenções e descontos a vigorar até 30 de junho de 2012 abrange os residentes e as empresas com sede em concelhos nos quais qualquer parte do seu território esteja a menos de 10 quilómetros da autoestrada SCUT.

Abrange ainda os concelhos inseridos numa Nomenclatura de Unidade Territorial (NUT) em que qualquer parte do seu território esteja a menos de 20 quilómetros de uma autoestrada SCUT, como é o caso do Algarve.

Contudo, para Macário Correia, essas medidas “não resolvem o problema do Algarve”, região com uma economia “muito interurbana” em que as empresas ou residentes percorrem diariamente distâncias “muito superiores” a 20 quilómetros.

Lusa

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