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A medida destina-se sobretudo aos idosos com baixos rendimentos, famílias expostas ao fenómeno do desemprego e famílias com filhos a cargo, pessoas com deficiência e pessoas com dificuldades em ingressar no mercado de trabalho.

O anúncio foi feito pela diretora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Faro no passado domingo (24 de junho) no contexto da inauguração do novo lar de idosos no Barão de São João, no concelho de Lagos.

Ofélia Ramos explicou que esta medida surge no âmbito do Programa de Emergência Alimentar, anunciado pelo Governo em abril passado, que constitui uma das medidas do Programa de Emergência Social e que pretende “acudir às situações de fome”, contando com “quem está no terreno” ou seja com as IPSS, Misericórdias e mutualidades. “Estamos preocupados e, por isso mesmo, estamos a criar estas «almofadas» no sentido de minimizar os impactos da crise”, referiu.

O Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Faro assinou assim, há algumas semanas, os 27 protocolos de colaboração com as instituições, a fim de serem criadas as cantinas sociais nos 16 municípios do distrito.

Em abril, o Ministério da Solidariedade e Segurança Social anunciou que o objetivo era que o país passasse de 62 cantinas sociais para mais de 900. “Portugal tinha recursos de cerca de dois milhões de euros para as cantinas sociais, que vão passar a ser de cerca de 50 milhões de euros”, anunciou o ministro Pedro Mota Soares, explicando que a medida não implicaria custos porque seriam utilizados as cozinhas, os equipamentos e as instalações das instituições. “Não vamos gastar um cêntimo a construir mais equipamentos, vamos sim alocar muitos recursos”, sustentou.

Samuel Mendonça
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