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O papa aceitou no passado sábado a renúncia apresentada pelo bispo do Funchal, D. António Carrilho, que em 2017 atingiu idade determinada pelo Direito Canónico (75 anos) para a resignação ao cargo.

O prelado, natural de Loulé, foi nomeado pelo agora papa emérito Bento XVI, em março de 2007, para suceder a D. Teodoro de Faria.

D. António Carrilho, de 76 anos, foi ordenado padre em 1965 e esteve 12 anos como sacerdote no Algarve, a que se seguiram responsabilidades desempenhadas nos serviços da Conferência Episcopal Portuguesa, nomeadamente diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã e do Secretariado Geral. Foi nomeado cónego do Cabido Catedralício da Sé de Faro a 2 de fevereiro de 1996 e tomou posse a 25 de março desse ano.

Em 1999 foi ordenado bispo na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira, tendo como lema episcopal ‘Faz-te ao Largo’, depois de ter sido nomeado para auxiliar do Porto, onde esteve oito anos; a 19 de maio de 2007, tomou posse como bispo do Funchal.

D. António Carrilho esteve à frente da Igreja Católica no arquipélago da Madeira durante as celebrações dos 500 anos de criação da Diocese do Funchal (2014), num programa celebrativo em que se destacou o Congresso Internacional dedicado realizado entre os dias 17 e 20 de setembro de 2014; já em 2017 foram assinalados os 500 anos da Sé do Funchal.

Nestes cerca de 12 anos, as ilhas da Madeira e Porto Santo receberam em duas ocasiões a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima (2016 e 2009-2010).

O agora administrador apostólico da Diocese do Funchal saudou D. Nuno Brás, seu sucessor à frente da comunidade católica madeirense, e pediu para que ele seja acolhido pelo povo e pelo clero “com alegria e total disponibilidade”.

Numa nota publicada na página online da Diocese do Funchal, D. António Carrilho, que serviu a diocese madeirense durante cerca de 12 anos, dá “as boas-vindas” a D. Nuno Brás a esta “bela seara do campo de Deus, plantada no oceano”.

O agora administrador apostólico da Diocese do Funchal faz votos de que o seu sucessor “se sinta, desde o primeiro dia, amado e acolhido de todo o coração, nestas ilhas da Madeira e Porto Santo, e por todos os madeirenses e porto-santenses espalhados pelo mundo”.

“São muitos aqueles que D. Nuno Brás já conhece, em especial os sacerdotes que o tiveram como professor na Universidade Católica e como reitor do Seminário dos Olivais, bem como suas famílias, que aqui visitou”, recorda D. António Carrilho, convicto de que o novo bispo terá oportunidade de ver como o povo deste arquipélago “é gente de fé”, que “de um modo geral, ama a Igreja”.

Na mesma mensagem, D. António Carrilho, que apresentou renúncia ao cargo de bispo do Funchal por limite de idade, não esquece aqueles com quem privou e trabalhou ao longo de mais de uma década.

No termo da sua missão pastoral à frente da Diocese do Funchal, o prelado agradece “a todos os seus colaboradores, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, aos jovens e a todo o Povo de Deus, a preciosa colaboração que lhe prestaram nos diversos ministérios e serviços eclesiais”.

E não esquece “os idosos e doentes, que pela oração e sacrifício, também o ajudaram neste serviço pastoral”.

A entrada solene de D. Nuno Brás na Diocese do Funchal está marcada para dia 17 de fevereiro, às 16h00, na Catedral local.

D. António Carrilho, que a partir dessa data passará à condição de bispo emérito do Funchal, realça que o seu sucessor poderá sempre contar com o seu apoio e o da comunidade madeirense.

“Conte sempre com a oração de todos e com a minha fraterna amizade, disponibilidade e comunhão eclesial”, completa D. António Carrilho.

A Conferência Episcopal Portuguesa agradeceu a D. António Carrilho “toda a dedicação pastoral ao povo de Deus que lhe foi confiado até este dia, em que o Santo Padre aceitou a sua renúncia”.

O Governo Regional da Madeira também expressou “gratidão e reconhecimento público” a D. António Carrilho pela “forma abnegada e empenhada com que abraçou e desempenhou a sua missão” junto da população.

com Ecclesia

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