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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), Manuel Guerreiro, disse que a proposta não "interessa aos trabalhadores, nem aos pequenos credores da Alicoop" e, por isso, aprovaram hoje uma moção pela viabilização, integração e manutenção dos postos de trabalho.

O encontro decorreu em Silves, no Pavilhão de Feiras e Exposições, e reuniu cerca de 300 trabalhadores da Alicoop, Alisuper, Macral e Geneco.

O dirigente sindical disse que existe uma proposta para a liquidação das empresas com a venda do património, tendo o grupo GCP mostrado interesse em adquirir as 39 lojas no Algarve e em Lisboa, com a integração de 198 trabalhadores agregados a esses estabelecimentos.

Manuel Guerreiro acrescentou que a proposta prevê a incorporação de até 369 colaboradores e a compra de mais lojas numa segunda fase a desenvolver até ao final deste ano, mas não prevê qualquer pagamento aos fornecedores credores.

"É óbvio que a proposta não satisfaz as pretenções dos trabalhadores e à qual manifestamos a nossa oposição", observou o sindicalista, adiantando que a luta se irá manter pela viabilização das empresas e manutenção dos postos de trabalho.

Segundo o sindicalista Manuel Guerreiro, a dívida aos pequenos credores – produtores de panificação, agricultores, comerciantes, pequenos industriais, entre outros – ronda os 15 milhões de euros.

A Alicoop – que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco – conta com 81 supermercados Alisuper, 70 no Algarve e 11 em Lisboa, 500 trabalhadores e está em insolvência desde agosto de 2009, devido a dívidas acumuladas de cerca de 80 milhões de euros.

O plano de viabilização, que prevê a reconversão da cadeia Alisuper numa insígnia internacional, tem o aval do maior credor, o Millennium BCP, mas não da Caixa Geral de Depósitos, que alega já ter "levado o seu nível de apoio até ao limite".

Lusa

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