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Segundo José António Silva, “não resta alternativa senão o fecho dos supermercados”, justificando a medida com a “proteção da massa insolvente”.

A 1 de Maio, os 58 trabalhadores em actividade terão de juntar-se aos 380 que, desde o início de março, viram os seus contratos ser suspensos.

Hoje, às 11:30, a comissão de trabalhadores e os delegados do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) reúnem-se em Faro com a Governadora Civil, no decurso de uma ronda de contactos com vista a travar o encerramento das lojas e a liquidação do grupo.

“Apesar dos trabalhadores não aceitarem o fecho das lojas, não nos foram dadas condições [pela comissão de credores] para fazermos a reposição de stocks e, como tal, as lojas tornam-se insustentáveis”, explicou.

Os 16 supermercados em funcionamento – 13 no Algarve e 3 na área de Lisboa – apresentam roturas de aprovisionamento de várias gamas de produtos, estando apenas autorizados a adquirir bens perecíveis, como legumes e carnes frescas, pão e lacticínios.

O CESP, em comunicado, reforça que a comissão de credores “não tem assumido as posições que devia para garantir a funcionalidade mínima [da empresa]” e que, neste quadro, a Alicoop “está a ser encaminhada para a liquidação a muito curto prazo”.

O sindicato entende que a viabilização do grupo depende dos bancos credores “aguentarem as lojas”, quando “o que vêm fazendo é em cada dia estrangular mais, para no final concluírem não haver viabilidade, com prejuízo de credores e trabalhadores”, lê-se no comunicado.

Na última reunião geral de trabalhadores, realizada a 5 de abril, na sede da Sociedade Cooperativa de Produtos Alimentares do Algarve (Alicoop) em Silves, os cerca de 500 funcionários da empresa manifestaram-se dispostos “a desenvolver todas as ações de luta” que possam viabilizar a empresa e assegurar os postos de trabalho.

A Alicoop – que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco – conta com 81 supermercados Alisuper, 70 no Algarve e 11 em Lisboa, e quase 500 trabalhadores. Encontra-se em insolvência desde agosto de 2009, devido a dívidas acumuladas de cerca de 80 milhões de euros.

O plano de viabilização, que prevê a reconversão da cadeia Alisuper numa insígnia internacional, tem o aval do maior credor, o Millennium BCP, mas não da Caixa Geral de Depósitos, que alega já ter “levado o seu nível de apoio até ao limite”.

Lusa

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